Maria Ribeiro revelou que o tapa dado em Tatá Werneck em uma cena de Quem Ama Cuida foi de verdade. A atriz participou do Encontro desta sexta-feira (21) e contou que a gravação não usou apenas jogo de câmera, apesar da preocupação da equipe da Globo com a segurança das duas.
Eu já tinha passado por duas ligações, uma troca de mensagens atravessada e uma tentativa frustrada de organizar minha tarde quando essa fofoca de bastidor caiu no meu colo. Porque novela boa é aquela em que até o tapa tem making of.

Na trama, Maria interpreta Bia, mulher de César, vivido por Rainer Cadete. Tatá vive Brigitte, personagem que assedia o marido de Bia e ainda some com a filha do casal, Luísa. Ou seja: o tapa veio dentro de um contexto em que a personagem já estava com motivo suficiente para perder a linha.
No Encontro, Patrícia Poeta perguntou se a agressão tinha sido técnica. Maria Ribeiro respondeu que não. “Não, o tapa não foi técnico. E eu fiquei muito tensa, porque eu sou muito apaixonada pela Tatá, sou muito fã”, contou.
Eu parei de mexer na agenda porque adoro esse tipo de bastidor: a atriz com medo de machucar, a colega pedindo realismo, a direção tentando manter todo mundo vivo e a novela agradecendo pelo climão.
Segundo Maria, ela tentou convencer Tatá de que o jogo de câmera resolveria a cena. Mas Tatá pediu para fazer de verdade. “Maria, por favor, faz de verdade. Para mim, vai ser muito melhor”, teria dito a atriz.
Maria contou que ficou tremendo antes de gravar. “Eu fiquei tremendo, pensando: ‘Não posso machucar’. Eu nunca dei um tapa na cara de ninguém. Quer dizer, em novela, já dei”, brincou.

A atriz também destacou que a Globo teve cuidado com o momento. Segundo ela, o diretor reforçou que o mais importante era que as duas se sentissem seguras e confortáveis durante a gravação.
No fim, Tatá levou o tapa real, a cena foi ao ar e Maria Ribeiro mandou flores para a colega no dia seguinte. Eu achei elegante. Bateu em cena, mandou buquê depois. A teledramaturgia brasileira ainda preserva seus protocolos.