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Kátia Flávia
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Maria Casadevall reflete sobre desconforto em namoro com Caio Castro: “Fora do tom”

A atriz é assumidamente lésbica e contou detalhes sobre como se sentia em meio aos seus relacionamentos hétero

Kátia Flávia

27/06/2024 10h15

A atriz é assumidamente lésbica e contou detalhes sobre como se sentia em meio aos seus relacionamentos hétero (Foto: Globo/Reginaldo Teixeira; Globo/Paulo Belote)

Maria Casadevall e Caio Castro viveram um romance no passado, quando os dois viveram um casal em ‘Amor à Vida’, acontece que só agora ela resolveu falar como se sentia em meio aos seus relacionamentos heterossexuais. Vale resslatar que a atriz é assumidamente lésbica há 10 anos.

“Só aos 31 anos, através de muito afeto e letramento, compreendi que era só mais uma vítima da estrutura que nos obriga a enxergar a heteronormatividade como via única para o sucesso amoroso, e também compreendi toda a miopia social e distorção emocional que estavam pesando sobre as minhas escolhas afetivas”, completou.

Ainda na entrevista para Marie Claire, Maria Casadevall relembrou o namoro com Caio Castro e admitiu que existia certa pressão para se encaixar em relações com homens. “Tive uma vida afetiva de relacionamentos com homens cisgênero (comecei a namorar aos 16), mas como não sabia identificar essa pressão, encarava com naturalidade o desconforto que vinha como consequência das minhas escolhas. Não sabia nomear, mas sabia que alguma coisa estava meio fora do tom, fora do lugar”, desabafou.

Mesmo com o sentimento descrito, a atriz contou que se assumir lésbica foi algo natural para ela. “Descobri que a jornada de autoconhecimento é uma caminhada de uma vida inteira, e não só um retiro ou um ‘mergulho’. Que estar aqui é uma escola, desde o dia em que se nasce até o dia em que a gente vai embora deste mundo”, afirmou

Ela também ressaltou o quanto é importante lutar pelos direitos das pessoas LGBTQIA+. “A importância de levantar cada um desses debates e trazer visibilidade para cada um deles é, sobretudo, integrá-los como uma luta comum através do reconhecimento de que toda opressão vem como sintoma de uma única estrutura que coloca a vida a serviço do lucro e essa estrutura é capitalista, patriarcal, branca e cis-heteronormativa em sua essência”, finalizou.

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