Eu mal tinha terminado meu café no Cosme Velho quando Mari Saade entrou de salto alto na confusão e chutou a porta giratória da discrição. Mulher de Stênio Garcia, ela não ficou vendo o marido ser engolido pela briga com as filhas. Pegou o megafone emocional e foi para o centro do picadeiro.
Mari afirma que paga despesas de Stênio, incluindo plano de saúde, e diz que já vendeu roupas, bolsas e até imóveis para ajudar o ator. Também acusa Cássia e Gaya de terem recebido ajuda financeira do pai ao longo da vida, como cursos, viagens, lojas, carros e mesadas. A frase mais venenosa atribuída a ela resume o tom da guerra: “Nunca foi sobre amor, foi sobre dinheiro”.
Não é a primeira vez que Mari divide opiniões ao lado de Stênio. Ela já virou personagem nacional ao interromper uma entrevista do ator para colocar uma máscara nele, episódio que muita gente chamou de exagero e ela explicou como cuidado. Desde então, carrega essa imagem ambígua de protetora, síndica emocional e mulher que não deixa ninguém chegar perto sem passar pelo detector de intenções.
Agora, na nova fase do barraco, Mari aparece como escudo do marido e alvo das enteadas. Para uns, ela é quem segura a barra de um artista idoso. Para outros, é gasolina jogada numa fogueira que já vinha queimando havia décadas. Eu, que sou apenas uma fofoqueira de quinta com vista para o Cristo, digo uma coisa: onde Mari entra, a temperatura sobe e o roteiro ganha reprise garantida.