O ator Marcos Oliveira, de 69 anos, desabafou sobre as críticas que vem recebendo em meio às dificuldades financeiras e pessoais que enfrenta. Famoso por ter dado vida ao icônico Beiçola, da série A Grande Família (2001-2014), Marcos hoje mora em uma casa construída por doações no Retiro dos Artistas, no Rio de Janeiro.
Em entrevista ao UOL, ele comentou sobre o momento atual e a nova fase da vida: “Estava me sentindo muito abatido e com muita dívida, me sentindo improdutivo, mal, sem uma referência e passando por muita dificuldade desde dezembro.”
Marcos revelou que está fazendo aulas de dublagem e quer continuar trabalhando: “Eu quero trabalho. A única coisa que me resta na vida é o trabalho. Estou aí para novas propostas de cinema, de propaganda… Claro que eu não vou fazer 12 horas de trabalho, mas pelo menos umas seis ou sete horas dá para produzir. Quem sabe um dia eu volto para a TV.”

O ator relembrou ainda o momento difícil em que recebeu uma ordem de despejo por falta de pagamento de aluguel. A situação mobilizou colegas da classe artística, como Tatá Werneck e Marieta Severo, que ajudaram na construção de sua nova moradia no Retiro.
Além disso, Marcos foi vítima de um golpe aplicado por seu próprio assessor, que teria usado seus documentos para fazer empréstimos em seu nome. A dívida ultrapassa R$ 300 mil: “Sou uma pessoa sozinha, solitária, e passei por perrengues. Claro que eu já teria que ter uma vida melhor, mas não tive condições. Fiz boletim de ocorrência, foi para a Promotoria… Eu ainda tenho o nome sujo, com [quase] 70 anos ainda.”
Ele também revelou que, por conta do golpe, sua aposentadoria foi reduzida: “Minha aposentadoria foi cortada, quer dizer, eu recebia X e, por causa do golpe, eu recebo menos.”

Sobre as críticas que tem ouvido, principalmente sobre supostos gastos excessivos no passado, Marcos foi direto: “Já ouvi: ‘Para de gastar dinheiro com homem, para de ir a p*teiro. Bicho, a única coisa que eu tratei foi da minha saúde. Isso foi fundamental. Mas cada um fala o que quer, imagina o que quer.”
Ele completou: “Não ligo para uma meia dúzia de gente babaca que fica dando opinião. O importante é minha consciência e a minha conduta. Eu sei que não fiz isso e vou tocando meu barco à frente… É carne para urubu. Virei prato de urubu. Mas estou bem.”
Apesar das dificuldades, Marcos segue esperançoso e disposto a seguir trabalhando: um exemplo de resistência e amor à arte.