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Kátia Flávia
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Marcos Harter é condenado após ataques nas redes sociais e decisão expõe limites da internet sem freio

Ex-BBB é condenado por humilhar mulher no Instagram e Justiça deixa claro que ironia pública também gera dano moral. Sentença fixa indenização e joga luz sobre a confusão entre opinião, ataque e espetáculo digital.

Kátia Flávia

03/01/2026 12h30

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O ex-participante do BBB 17 Marcos Harter foi condenado pela Justiça. Foto: Reprodução/TV Globo

Agora vamos aos fatos, com salto alto e sem passar pano. Marcos Harter terminou 2025 com um gosto amargo. A Justiça o condenou após reconhecer ataques e humilhações dirigidos a uma mulher nas redes sociais, num caso que começou no Instagram e terminou no tribunal. Internet não é terra sem lei. Nem camarote VIP.

A apuração foi revelada pela minha “best” a jornalista Fábia Oliveira, em sua coluna no Metrópoles. Segundo a decisão, as manifestações públicas e mensagens privadas do ex-BBB extrapolaram qualquer limite aceitável de crítica ou ironia. O pacote incluiu ataques diretos, deboche e a exposição de conversa privada. Tudo documentado.

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Marcos foi alvo de uma ação após fazer comentários ofensivos e ironias públicas no Instagram. Foto: Reprodução/Instagram

O processo foi movido por Emily da Silva Costa, que apontou ofensas reiteradas e humilhações. A juíza foi clara ao afirmar que o direito à privacidade não pode ser usado como escudo para agredir terceiros. Nem no feed, nem no direct. A sentença ainda destacou a gravidade das expressões usadas e o agravante da inclusão de imagem do filho da autora no contexto dos ataques. Aí o tom muda. E muda muito.

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O médico e ex-BBB foi condenado pela Justiça em 17 de dezembro de 2025. Foto: Reprodução/TV Globo/Purepeople

Após nove páginas de decisão, a magistrada fixou indenização por dano moral no valor de R$ 25 mil. E deixou outro recado importante. Dano moral não depende de viralização nem de plateia. Basta a agressão. Simples assim.

O caso também desmonta um argumento recorrente de quem vive de polêmica. A ideia de que tudo é opinião, tudo é brincadeira, tudo é performance. Não é. Quando vira humilhação, vira problema jurídico. Quando vira insistência, vira condenação.

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