Amores, segura essa informação porque ela vem com som alto e plateia quente. Marcelo Marrom decidiu comemorar três décadas de carreira como gente grande. Nada de lembrancinha nostálgica ou discurso morno. Ele saiu em turnê pelo Brasil, afinou o violão, abriu o sorriso e ainda assinou contrato com o SBT para voltar à televisão aberta em horário nobre.
Eu vi esse movimento e reconheci na hora. É artista que sabe o próprio valor. Marrom não está apenas celebrando o passado, está organizando o presente com olho firme no futuro. A turnê 30 Anos de Palco mistura humor, música e histórias pessoais do jeito que só ele faz, aquele improviso afiado que parece conversa de camarim, mas acerta em cheio no público.
Nos palcos, ele transforma o show num encontro direto com a plateia. Tem riso, tem memória afetiva, tem reflexão leve e tem aquela sensação gostosa de quem cresceu junto com o artista. Marrom faz rir sem pedir licença e emociona sem forçar a barra. Chique assim.
Agora vamos ao ponto que fez meu salto tremer. Marcelo Marrom está de volta à TV aberta como integrante do novo programa comandado por Galvão Bueno no SBT. Projeto ao vivo, música no centro da cena e humor como tempero principal. Marrom assume quadros de comédia e ainda a direção e condução musical da atração, acompanhado por banda ao vivo. Ou seja, presença total, não é figurante elegante.
E tem algo simbólico nisso tudo. Depois de passagens por Globo e Record, ele retorna à televisão com autonomia criativa e espaço para ser exatamente quem é. Um artista completo, que fala, canta, improvisa e conduz o ritmo do programa. Galvão ganha um parceiro versátil e o SBT aposta numa linguagem mais quente, mais próxima, mais palco.
Marrom disse que voltar à TV aberta em um projeto ao vivo, unindo música e humor, é especial. Eu traduzo. É aquele momento em que o artista sente que o tabuleiro está bem posicionado. Ele segue em contato direto com o público nos teatros e, ao mesmo tempo, amplia sua presença para milhões de pessoas semanalmente.
O que vejo aqui é uma virada elegante. Marcelo Marrom entra numa nova fase com estrada nas costas, repertório afiado e liberdade criativa. O tipo de retorno que não soa como comeback desesperado, mas como escolha madura de quem sabe exatamente onde pisa.
Anota o nome, anota o horário e observa o movimento. Marcelo Marrom voltou para o centro do palco e, meus amores, palco iluminado nunca é acaso. Eu vou assistir, comentar e, claro, fofocar tudo depois.