Amores, eu confesso. Fiquei obcecada. Porque quando Marcelo Gioiele resolve virar a chave, ele não faz barulho. Ele faz história.
Depois de colocar o couro brasileiro em outro patamar com a 431, Marcelo não quis mais repetir fórmula, nem viver de aplauso antigo. Ele fez pior, no melhor sentido possível. Evoluiu. Criou a Gioiele, que não nasce como marca, nasce como estado de espírito. É luxo, sim. Mas luxo com alma, com tempo, com identidade. Luxo que não precisa se explicar.
Aqui não tem logo berrando, nem roupa implorando atenção. A Gioiele entra no ambiente como quem sabe que chegou. E quem sabe, sente.

Marcelo não caiu nesse mercado ontem. São mais de 30 anos circulando onde poucos entram. Consultor, personal shopper, confidente de clientes exigentes, trânsito livre por casas como Fendi, Prada e Gucci. Ele viu tudo. E exatamente por isso decidiu fazer diferente no Brasil.
“Percebi que faltava um olhar mais cuidadoso, mais sensível, mais autoral com matérias-primas nobres”, diz ele. Tradução livre da Kátia. Chega de copiar luxo alheio. Vamos criar o nosso.
A Gioiele mantém o couro como assinatura, mas agora ele divide cena com seda, algodão orgânico, nylon de luxo, fibras tecnológicas e uma alfaiataria que escorre no corpo. É peça pra durar, pra viver, pra envelhecer bonito junto com quem veste. Nada de roupa descartável, amor. Isso aqui é compromisso.
E não é por acaso que mulheres que sabem exatamente quem são escolheram a marca sem contrato, sem imposição, sem teatrinho. Carol Marra, Giovanna Antonelli, Luana Piovani, Monica Salgado. Gente que não se fantasia, se expressa. Quando esse tipo de mulher escolhe, valida.
O mesmo aconteceu com o presente enviado à Tati Machado. Não foi ação forçada. Foi conexão. E quando é conexão, viraliza sem pedir licença.
O processo criativo de Marcelo não obedece tendência de passarela nem relatório de mercado. Ele observa, escuta, sente. Arquitetura, arte, cotidiano, mulher real. Ele cria pra quem vive, não pra quem posa.
E atenção, porque agora o burburinho é outro. A GIOIELE LUXURY NYLON COLLECTION já circula entre clientes que estão de malas prontas para o inverno europeu. Antecipação, desejo, estratégia. Luxo também é timing, meu bem.
Com presença em multimarcas importantes no Brasil e parcerias já plantadas em Nova York, a expansão internacional vem, mas sem afobação. Marcelo sabe. Marca sólida não corre, constrói.
No fim das contas, o que move esse homem não é crescer por crescer. É vestir histórias. “Quero que a mulher se sinta segura, elegante, pertencente. Sem excessos”, diz ele. E eu traduzo de novo. Quem veste Gioiele não precisa provar nada pra ninguém.
Marcelo Gioiele não faz moda pra temporada.
Ele faz moda pra memória.
E isso, meus amores, é luxo de verdade.