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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Maranhão chega ao 12º dia sem vestígios de crianças desaparecidas e tensão só aumenta

Doze dias, nenhum rastro e uma comunidade em alerta máximo. As buscas entram em nova fase e a investigação muda de rota.

Kátia Flávia

15/01/2026 10h00

Buscas por crianças desaparecidas no Maranhão entram no 12º dia. Foto: reprodução

Amadas, essa história do Maranhão está saindo do controle. Eu tô em pânico real. Já liguei pra meio mundo por lá, amigas, contatos, gente que sabe do terreno, e ninguém sabe de nada. Zero. Tá um caos, cada hora surge uma hipótese diferente, uma mais assustadora que a outra. A gente precisa ficar em cima, alerta total. Isso não pode esfriar, nem ser empurrado pra debaixo do tapete.

O caso que tirou o sono do Maranhão ficou ainda mais tenso. Ágatha Isabelle, 6 anos, e Allan Michael, 4, desapareceram em uma comunidade quilombola de Bacabal e, após quase duas semanas sem vestígio algum na mata, a Polícia Civil passou a tratar o cenário com outra lente. A palavra que ninguém queria ouvir começou a circular com mais peso, sequestro.

Nada foi achado no terreno. Nada. Nem pegada, nem roupa, nem sinal. Com isso, investigadores ampliaram as hipóteses e o foco da apuração. Moradores, que conhecem cada curva da região, também levantaram a sobrancelha. Se as crianças ainda estivessem na mata, algum indício já teria aparecido. É o que dizem pessoas que estão no dia a dia das buscas.

A operação cresceu e virou força total. Mais de 400 agentes de segurança e cerca de 600 voluntários já vasculharam quilômetros de área fechada e pontos de difícil acesso. As denúncias recebidas até agora não se confirmaram. Todas falsas. O cansaço bate, mas ninguém arredou o pé.

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A operação de busca reúne cerca de 500 pessoas, entre profissionais do ICMBio, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Exército, quilombolas e voluntários. Foto: Prefeitura de Bacabal/Divulgação

Agora a busca entra numa fase mais técnica. Mergulhadores do Corpo de Bombeiros atuam no Lago Limpo, local indicado como possível rota de passagem. E o reforço veio de fora. O Pará enviou sete bombeiros e dois cães farejadores. O Ceará mandou cinco bombeiros e quatro cães treinados para rastreamento por odor humano. O trabalho é minucioso, quase cirúrgico.

O desaparecimento aconteceu em 4 de janeiro. Desde então, o relógio não para e a angústia só aumenta. A investigação segue aberta, o cerco foi ampliado e cada informação pode ser decisiva.

Prestação de serviço

Qualquer informação que possa ajudar deve ser repassada imediatamente à Polícia Civil. Mesmo detalhes que pareçam pequenos podem fazer a diferença. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais da segurança pública do Maranhão.

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