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Kátia Flávia
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Mara, o flop eleitoral e o teste que deu errado para o Senado de 2026

Antes de flertar com o Senado em 2026, Mara Maravilha já colocou a cara no horário eleitoral para empurrar o então marido dentista, Dr. Vigna. O resultado foi tão murcho que virou aula prática de como fama gospel não garante voto.

Kátia Flávia

01/02/2026 10h30

Atualizada 31/01/2026 20h54

Antes de flertar com o Senado em 2026, Mara Maravilha já colocou a cara no horário eleitoral para empurrar o então marido dentista, Dr. Vigna. O resultado foi tão murcho que virou aula prática de como fama gospel não garante voto.

Brasil, senta que lá vem memória afetiva com urna eletrônica. Eu lembro como se fosse ontem, Mara Maravilha largando o palco infantil, se dedicando ao mundo gospel , com direito até gravadora. Nos anos 2010, ela apareceu na TV pedindo voto para o então marido Alessander Barreira Vigna, o Dr. Vigna, apresentado como esposo, médico e servo de Deus. Tudo junto, tudo misturado, com Bíblia no colo e nostalgia no olhar.

A ideia era simples e ousada, tipo reality que promete barraco e entrega VT morno. Usar o recall da apresentadora evangélica para jogar um desconhecido direto em Brasília. Mara falava com a intimidade de quem chama o público de meu bem e amor, vendendo o pacote completo de fé, casamento e lembrança de infância feliz. Eu juro que parecia piloto de série política em horário nobre.

Só que a urna não se comoveu. O milagre não desceu. Dr. Vigna entrou candidato a deputado federal em São Paulo e saiu como figurante da apuração, enquanto o voto de protesto ia todo para personagens maiores que a vida, tipo Tiririca. Teve jingle, teve gravação, teve casamento em close. Teve voto? Quase nada. Um resultado que não assusta nem síndico de prédio.

E aí, meu amor, entra o fantasma que adora reaparecer quando o assunto é ambição política. Anos depois, Mara admitiu publicamente arrependimento com o segundo casamento, exatamente aquele período do Dr. Vigna. Quando ela diz que se arrepende, eu escuto o eco da campanha. Não foi só o relacionamento que não deu certo, foi o pacote inteiro, com direito a santinho e promessa de Brasília.

Agora, quando Mara circula por atos em Brasília, alinhada ao bolsonarismo e deixando escapar o desejo de disputar o Senado por São Paulo em 2026, o passado bate à porta de salto alto. O teste já foi feito e o público não respondeu. Se nem a versão casal conseguiu converter devoção em voto, a pergunta que o algoritmo faz de madrugada é cruel e simples. Por que agora daria certo em carreira solo?

Eu olho essa trajetória como novela que insiste em nova temporada. A menina da TV infantil virou cantora gospel, virou cabo eleitoral de marido aspirante e agora tenta o papel principal da própria campanha. O episódio Dr. Vigna fica ali, como piloto rejeitado. Audiência baixa, roteiro confuso e protagonista jurando que aprendeu com os erros. Aprendeu? O eleitor decide. Eu só observo, com gloss, lupa e memória afiada.

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