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Kátia Flávia
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Mala premiada! Kleber Mendonça é parado pela PF após voltar com troféus

Cineasta desembarcou em Guarulhos depois de nova leva de prêmios por “O Agente Secreto” e teve a bagagem inspecionada por causa do peso das estatuetas. Até a Polícia Federal precisou conferir o tamanho da vitória

Kátia Flávia

12/05/2026 14h30

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Kléber Mendonça Filho passa por inspeção em aeroporto após faturar prêmios por ‘O agente secreto’

Kleber Mendonça Filho foi parado pela Polícia Federal ao desembarcar em Guarulhos depois de voltar ao Brasil com a mala pesada de troféus por “O Agente Secreto”, e eu confesso que essa notícia me pegou com uma alegria quase indecente. Porque, meu amor, ser parado no aeroporto não por excesso de compra, não por mala suspeita, mas por excesso de prêmio, é um constrangimento chique demais para passar batido.

O diretor vinha de uma passagem internacional vitoriosa com o filme protagonizado por Wagner Moura, que recebeu oito estatuetas no Prêmios Platino Xcaret, no México. Ao chegar ao Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, acabou passando por uma inspeção de bagagem. Segundo ele contou nas redes, os troféus estavam pesados o bastante para chamar atenção.


A cena é maravilhosa: a Polícia Federal pedindo para abrir a mala e encontrando não muamba, não perfume repetido, não lembrancinha de free shop, mas prêmio de cinema. Kleber ainda relatou que recebeu parabéns de um policial pelo trabalho e pelos troféus carregados na bagagem. “Achei bonito. Obrigado”, escreveu o cineasta.

“O Agente Secreto” já vinha fazendo barulho em festivais e entrou no radar internacional com força. A produção, estrelada por Wagner Moura, colocou Kleber novamente no centro da conversa sobre cinema brasileiro fora do país, daquelas conversas que fazem produtor fingir calma enquanto o telefone toca sem parar.

O episódio em Guarulhos virou quase uma metáfora perfeita para o momento do diretor. O cinema brasileiro vive reclamando, com razão, da falta de espaço, investimento e respeito. Aí vem Kleber Mendonça Filho e faz o tipo de retorno que nem roteiro inventado seguraria: para na fiscalização porque a bagagem estava pesada demais de reconhecimento.

Meu veredito, antes que alguém tente transformar troféu em excesso de bagagem emocional: Kleber voltou com tanta láurea que até a PF precisou conferir. E se o Brasil às vezes demora a reconhecer seus artistas, pelo menos dessa vez o reconhecimento veio literalmente pesando na mala.

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