Hoje é sábado, dia de Shakira no Brasil, e a minha madrugada no Cosme Velho não teve descanso nenhum. O telefone começou a tocar ainda de madrugada e não parou mais: enquanto todo mundo deveria estar dormindo animado com a colombiana, o que invadiu a noite foram os detalhes de uma história dentro de um hospital de Brasília que, quanto mais eu apurava, mais séria ficava. Ainda em jejum, com os contatos fervilhando, é essa notícia que eu trago primeiro.
Uma técnica de enfermagem registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil do Distrito Federal acusando o senador Magno Malta de agredi-la durante um exame de angiotomografia no Hospital DF Star. Segundo o relato dela aos policiais, o contraste havia extravasado no braço do senador, ela entrou na sala para verificar o ocorrido, informou que precisaria fazer uma compressão, e nesse momento Malta teria se levantado e desferido um tapa forte no rosto dela, entortando seus óculos. Ela afirma ainda ter sido chamada de “imunda” e “incompetente”. O hospital abriu apuração administrativa, declarou publicamente que apoia a colaboradora e disse estar à disposição das autoridades. O Conselho Regional de Enfermagem do DF repudiou o episódio e se colocou ao lado da profissional.


Malta respondeu ainda internado, em vídeo gravado no próprio leito. A versão dele é completamente diferente. Ele diz que o cateter foi inserido fora da veia, que todo o contraste e a medicação caíram dentro do braço, causando dores horríveis, e que ele não aguentou e saiu da máquina por conta própria. Afirma que o diretor do hospital e o médico de plantão foram ao seu quarto pedir desculpas pelo ocorrido, que um novo cateter foi colocado no outro braço, e que câmeras filmaram tudo dentro da sala de exame. “Eu? Vocês me conhecem? Nunca toquei a mão nem nas minhas filhas. Em ninguém, em nenhuma mulher, em ninguém”, disse o senador, visivelmente indignado, classificando a acusação como falsa comunicação de crime. A defesa jurídica já anunciou ação por danos morais, notícia-crime e representação no Coren-DF.
São duas versões absolutamente opostas, um boletim de ocorrência registrado formalmente e imagens de câmera que ambos os lados dizem que vão provar o que aconteceu. O hospital investiga internamente. A polícia tem o BO. A Justiça vai ter que resolver. O que a Kátia pode dizer, com toda a responsabilidade, é que essa história tem elementos graves demais para ser tratada como ruído: de um lado, uma trabalhadora de saúde com óculos tortos e registro policial; do outro, um senador internado, com braço lesionado, negando com a mesma veemência que ela acusa.
A apuração está em andamento e as imagens da sala de exame são a peça central dessa história. Meus contatos em Brasília me dizem que o clima no hospital está tenso e que os advogados de Malta devem se mover rápido. A Kátia que vos fala acompanha cada desdobramento e avisa: esse caso não vai sumir do noticiário tão cedo.
Confira o vídeo: