Amadas, antes de qualquer coisa, vamos dar nome, sobrenome e lugar de fala. Sônia Moura é a mãe de Eliza Samudio. Uma mulher que vive há mais de uma década com um luto permanente, daqueles que não fecham, só aprendem a respirar.
E foi desse lugar que ela falou. Sônia se manifestou não para alimentar teorias, nem para comentar documentos, nem para reacender o caso em termos práticos. Ela falou para defender a memória da filha e para dizer, com todas as letras, que a forma como a história voltou à tona reabriu feridas que nunca cicatrizaram.
Em seu desabafo, ela diz que tudo o que escreveu vem de um estado de profunda dor e exaustão emocional. Não é discurso calculado, é cansaço de mãe. E então vem a frase mais dura, aquela que paralisa qualquer leitura apressada. “Minha filha está morta.” Sônia lembra que nenhuma mãe deveria ser obrigada a repetir isso todos os dias, nem em voz alta, nem em silêncio.

A crítica dela não é genérica. Ela aponta diretamente para a imprensa. Fala em falta de sensibilidade, de ética e de responsabilidade. Diz que dói ver a imagem da filha sendo usada como instrumento para gerar audiência, dinheiro e fama, como se Eliza pudesse ser reduzida a um gatilho de clique.
Aqui, a Kátia Flávia fica inquieta, porque Sônia não fala só de emoção. Ela fala de lacunas. Afirma que a história divulgada está cheia de pontos que não se encaixam, coincidências mal explicadas e perguntas que seguem sem resposta. Ela diz, claramente, que não acredita que tudo tenha acontecido de forma aleatória. Isso não é fofoca, é uma mãe dizendo que ainda existem zonas de sombra.

Mesmo assim, Sônia escolhe o silêncio neste momento. Não como recuo, mas como autopreservação. Ela diz que precisa respirar, cuidar da própria sanidade e proteger a família. Mas deixa um aviso que ecoa forte. Vai cobrar das autoridades todas as respostas que ainda não foram dadas.
Essa matéria não é sobre documento, nem sobre reviravolta policial. É sobre uma mãe pedindo respeito. Pedindo que a filha seja lembrada como pessoa, com história, sonhos e sorriso, e não como manchete fria reciclada de tempos em tempos.
No fim, Sônia Moura não pede holofote. Ela pede o mínimo. Verdade, ética e humanidade. E isso, minhas amadas, não deveria ser negociável.