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Kátia Flávia
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LuxuryLab Global reúne CEOs em summit de luxo em SP

No dia 16 de março, o Rosewood vira passarela de poder para um fórum que quer discutir o futuro do luxo com IA, ultra-hospitalidade e sobrenomes de peso.

Kátia Flávia

10/03/2026 14h30

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O evento deste ano mergulha no conceito “Next-Gen, beyond luxury: 15 Years of Shaping the Future of Luxury”.(Abelardo Marcondes e Thaya Marcondes – Foto: Divulgação)

Eu adoro quando o capitalismo resolve colocar um blazer de alfaiataria, pedir champanhe e bancar o oráculo do consumo premium. É exatamente essa a cena marcada para o dia 16 de março, quando o Rosewood São Paulo recebe o LuxuryLab Global, evento que comemora 15 anos de trajetória com a ambição muito clara de seguir ditando conversa, tendência e influência no mercado de luxo da América Latina.

Sob o tema “Next-Gen, beyond luxury”, a edição brasileira chega com pose de cúpula seletíssima e discurso de futuro. A promessa é reunir CEOs, investidores e tomadores de decisão para debater como tecnologia, hospitalidade de ultra-luxo e propósito estão redesenhando o tabuleiro de um setor que já não vive só de etiqueta, vitrine e bolsa cara no braço. Agora a senha é outra. Inteligência, experiência e posicionamento.

A plataforma, fundada em 2011, resolveu transformar o aniversário de 15 anos em giro internacional de peso, com edições no México e no Brasil. Em São Paulo, o encontro quer se firmar como endereço oficial de quem manda, investe e influencia num mercado que adora uma sofisticação, mas anda cada vez mais obcecado por dados, comportamento e novas ferramentas digitais. Traduzindo da linguagem corporativa para o português da vida real, o luxo quer continuar exclusivo sem parecer parado no tempo.

A abertura da edição brasileira terá uma apresentação da Euromonitor International, liderada por Fflur Roberts, com foco no papel do Brasil como motor do luxo regional. E aqui mora o tempero da história. O evento quer mostrar como IA generativa e Web 3.0 estão bagunçando, com a maior elegância do mundo, a jornada de compra e os mecanismos de fidelização. O consumidor premium continua exigente, mas agora também quer conexão, repertório e alguma sensação de vanguarda embalada para presente.

No meio desse salão de poder, Thaya Marcondes, CEO do LuxuryLab Global Brasil e Group LBN BR, faz a defesa de um luxo mais consciente, mais conectado a impacto social e mais interessado em antecipar movimentos do mercado do que apenas desfilar status. É o velho dinheiro tentando conversar com o novo desejo, sem perder a compostura e sem borrar a maquiagem.

O line-up ainda mistura nomes de áreas diferentes, num desenho que tenta provar que o luxo de 2026 quer ser menos vitrine isolada e mais ecossistema. Estão previstos conteúdos com Tony Ventura, falando sobre inteligência artificial no varejo de luxo, Lissa Carmona, representando design autoral e herança brasileira, além de Maira Lelis e Sônia Bonato, que entram na conversa com agro, sucessão familiar, protagonismo feminino e resiliência. Sim, meu bem, até o campo entrou no camarote premium da discussão.

No discurso institucional, o fórum também reforça sua agenda de sustentabilidade e responsabilidade social, o que mostra como o mercado de alto padrão entendeu que hoje até o luxo precisa justificar sua existência com alguma narrativa de impacto. Ninguém quer parecer apenas caro. Quer parecer relevante, consciente e, de preferência, visionário.

No fim das contas, o que o LuxuryLab Global vende em São Paulo é mais do que um evento. Vende acesso, leitura de cenário e a chance de circular entre as cabeças que querem decidir como o luxo latino-americano vai se comportar na próxima década. E convenhamos, pouca coisa mexe mais com a elite corporativa do que a possibilidade de estar na sala certa, com as pessoas certas, no momento em que o mercado decide trocar de pele.

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