Estava na fila da drenagem aqui em Lecce, folheando as notícias do Brasil no celular, quando a minha fonte de plantão me mandou o vídeo da Luiza Possi. A cantora, de 41 anos, publicou no Instagram uma resposta aos comentários que vem recebendo desde que anunciou sua conversão à religião evangélica, em 2024, e que não param de chegar. A frase que ficou foi curta e direta: “Deixa eles falarem.”
No vídeo, Luiza expôs as críticas mais pesadas, que incluíam acusações de conversão por interesse financeiro e de ter virado aquela pessoa que aponta o dedo e condena todo mundo ao redor. A cantora também foi batizada em dezembro de 2024 ao lado do marido, o diretor de TV Cris Gomes, e anunciou que renunciou ao álcool e redirecionou a carreira para o gospel, deixando de lado as composições românticas que a consagraram.
A resposta que ela deu, no entanto, foi de uma elegância que merece aplauso: disse que elogio e crítica têm o mesmo peso, que nenhum dos dois define quem você é, e que a voz de Deus a gente escuta quietinho, sem ficar repassando pro vizinho com julgamento na ponta da língua. Sábio, funcional, e completamente diferente do caminho que algumas convertidas famosas escolheram no passado.
O vídeo repercutiu bem, com comentários de apoio e muito compartilhamento. A torcida, que já estava preocupada com o rumo da conversão, respirou aliviada: Luiza está convicta, mas sem virar pregadora de portão.
Conversão é assunto pessoal, e fé não precisa de campanha publicitária a cada post. Luiza Possi parece ter entendido isso de primeira, o que, convenhamos, não é pouca coisa.