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Kátia Flávia
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​Luísa Sonza estreia no Coachella e apresenta ao vivo o universo de “Brutal Paraíso”

A artista subiu no palco Gobi ovacionada pelo público e recebeu Emilia em participação surpresa

Kátia Flávia

12/04/2026 8h52

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O repertório de Luísa Sonza para o Coachella priorizou o novo álbum, mas também trouxe conexões com as diferentes fases da carreira. ( Crédito: Pam Martins)

Eu estava no lounge do aeroporto de Nápoles, esperando meu voo com um spritz na mão e aquela paciência forçada de quem já sabe que vai atrasar, quando o celular começou a vibrar com vídeos do Coachella e eu esqueci completamente que tinha mala para guardar. Luísa Sonza acabou de estrear no festival mais importante do circuito pop mundial e o Brasil inteiro assistiu de pijama às três da manhã como se isso fosse absolutamente normal.

Neste sábado, 11 de abril, Luísa subiu ao palco Gobi do Coachella para apresentar pela primeira vez ao vivo o universo de Brutal Paraíso. O show foi dirigido criativamente por ela e por Flávio Verne, pensado especialmente para o formato de festival, sem pausas ou divisões, com fluxo contínuo e estética que mistura brutalismo visual com figurinos expressivos e coreografias de alto impacto. 

O repertório percorreu o novo álbum com passagens pelos sucessos históricos da carreira, de Luísa Manequim a Anaconda, de Modo Turbo a Campo de Morango. A participação surpresa de Emilia Mernes, amiga e parceira de longa data, para cantar Bunda e Motinha 2.0 Remix, parou o público latino presente no festival e confirmou que a conexão das duas em cena tem um peso que vai além de feat de streaming. Luísa encerrou com Telefone, a faixa de Brutal Paraíso com o maior debut de uma artista brasileira no Spotify em 2026, e saiu do palco ovacionada. Ela volta ao Coachella no dia 18 de abril para a segunda performance.

Nos bastidores digitais, o Coachella Stream virou campo de batalha de fandom em tempo real. Fãs brasileiros invadiram os comentários da transmissão oficial com bandeiras e emojis antes mesmo de Luísa entrar no palco. O clipe de Emilia aparecendo de surpresa rodou mais rápido do que qualquer teaser oficial teria conseguido. Quem estava dormindo às 3h da manhã no Brasil acordou para o feed já em chamas e teve que assistir o replay tentando fingir que estava presente.

A leitura que me interessa é de consolidação de trajetória com timing preciso. Luísa não chegou ao Coachella com um álbum de estreia nem com uma carreira começando. Chegou com Brutal Paraíso, projeto que já nasce com números de plataforma que pouquíssimos artistas brasileiros alcançam, e escolheu o palco Gobi do festival para dar ao álbum sua primeira forma ao vivo. Isso é sequenciamento de carreira calculado: você não leva um universo novo para o maior festival pop do mundo sem ter certeza de que ele aguenta o peso da experiência presencial. 

Luísa claramente sabia que aguenta.
O que me diverte é que o Brasil inteiro ficou acordado até de madrugada assistindo uma brasileira no Coachella e vai passar a semana toda falando que está cansado. Ninguém vai admitir que valeu absolutamente cada minuto.​​​​​​​​​​​​​​​​

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