A ligação chegou cedo aqui no Cosme Velho, enquanto eu ainda estava na segunda xícara de café, de camisola, olhando o jardim como se fosse Dilma Rousseff contemplando o futuro do país. Uma fonte da área musical me avisou: Ludmilla e o Grupo Triii acabavam de lançar a releitura de “Viro Vira Virou” nas plataformas, com vídeo em animação no canal novo da cantora no YouTube, o Fervinho da Lud. Joguei o café fora e fui correr.
A história tem um coração enorme e um timing impecável. A música chega às plataformas nesta quinta-feira como presente antecipado para Zuri, filha de Ludmilla, que completa um ano de vida no dia 14 de maio. Dia das Mães, filha completando o primeiro aniversário, clássico do Triii ressuscitado: o universo conspirou de um jeito que até a Kátia parou um segundo antes de abrir a boca.
O bastidor é ainda mais gostoso. Tudo começou quando Ludmilla publicou um vídeo da Zuri dançando a música em casa, contando que havia gravado a versão para a filha. O registro derreteu a internet, os fãs foram à loucura pedindo o lançamento oficial, e a cantora decidiu tornar tudo público. Foi a Zuri quem, sem saber falar, mandou uma demo para a mãe e para o Triii sem tirar os olhos da câmera.
O Grupo Triii, formado por Marina, Fê Stok e Ed Encarnação, tinha voltado a ganhar tração nas redes recentemente, com vídeos que resgataram o repertório da caneca e da chaleira. “Viro Vira Virou” tem mais de uma década de estrada e ainda faz qualquer criança de zero a noventa e dois anos parar tudo e rodopiar na sala, sem vergonha nenhuma.
Ludmilla colocou um pouco de funk na releitura, mas com mão leve e coração aberto, como ela mesma contou. O resultado é daqueles que vira playlist de chá de bebê e de aniversário infantil por pelo menos três anos seguidos. Fica registrado aqui: Zuri já nasceu com mais hits no currículo do que muito artista que eu conheço por aí.