Amores , estou cho-ca-da, porque poucas coisas me divertem mais do que o universo lembrando que glamour internacional nenhum vence um perrengue dermatológico bem aplicado. Lucas Malvacini, ex-ator da Globo e lembrado por Amor à Vida, foi hospitalizado na Indonésia depois de sofrer uma reação pesada na pele causada por ácaros de palha. Sim, meu amor, o homem foi jantar, sentou bonitinho numa cadeira trançada e saiu de lá com o corpo em modo revolta. Eu acho especialmente cruel esse tipo de roteiro, porque o sujeito está vivendo a fantasia Bali, praia, calor, restaurante charmoso, e de repente entra no enredo uma colônia de bichinhos invisíveis com vocação para o caos.

Foi o próprio Lucas quem contou o episódio nas redes. Segundo o relato, os ácaros estavam escondidos nas cadeiras de palha do restaurante onde ele estava sentado. Depois do contato, vieram os sintomas que ele resumiu de um jeito que qualquer brasileiro entende na hora, coceira absurda, inflamação e urticária. A pele respondeu com vermelhidão forte, e ele precisou procurar atendimento numa clínica particular. Ali tomou injeção, soro na veia com corticoide e outras medicações. Eu confesso que tenho fascínio por notícia que mistura exotismo de viagem com humilhação fisiológica, porque basta uma cadeira errada para o descanso virar episódio de pronto-socorro com cara de story desesperado.

O relato dele ainda ficou mais saboroso, jornalisticamente falando, porque veio com aquela sinceridade aflita de quem já desistiu de parecer cool. Lucas escreveu que esses bichinhos vivem na palha e disse que foi devorado por eles. A expressão é forte, meio dramática, meio precisa, e combina perfeitamente com a imagem da perna castigada que apareceu nas publicações. Segundo a assessoria do ator, o incidente aconteceu na última semana, mas ele só resolveu dividir a história agora. Também foi informado que ele demorou cerca de cinco horas para perceber a reação cutânea e buscar ajuda médica. E levou mais ou menos três dias para a vermelhidão e o inchaço cederem depois da medicação. Ou seja, não foi um sustinho elegante de turista, foi um perrengue daqueles que acabam com qualquer projeto de beleza plena.

Eu fico olhando para essa história e pensando como a vida ama sabotar a pose. Porque Lucas Malvacini, lindo, sarado, hospedado na Indonésia, virou protagonista de uma trama em que o grande vilão era uma cadeira de palha aparentemente decorativa. Nem roteirista da HBO faria um ataque de ácaros com esse requinte de ironia tropical. O que era para ser uma cena mansa de restaurante virou crise alérgica, clínica particular e soro na veia. Meus fofoqueiros de elite, fica a lição que eu entrego com carinho, filtro e um tiquinho de deboche, em viagem internacional, desconfie do charme excessivo. Às vezes o perigo não está no mar, nem na comida, nem no ex. Está bem ali, quietinho, na cadeira.
