Eu já tinha perdido a hora da academia quando abri o celular e dei de cara com Luana Piovani contando que recusou um convite para Tremembé 2. Até aí, meu amor, cada um escolhe o trabalho que quer. Joguei duas peras no liquidificador, apertei o botão com violência e continuei lendo.
Aí veio a parte que me fez esquecer até o tênis: “Eu recusei o convite para fazer Tremembé 2, que orgulho”. E ainda tratou como “livramento” não ter participado. Gente? Você recusou. Acabou. Vida que segue. Precisa sair pela rua comemorando que não trabalhou numa produção para a qual foi convidada?

E antes que me chamem de defensora de Tremembé, guardem o megafone. Acho a série de um gosto bastante discutível e entendo perfeitamente a crítica à exploração e à glamourização de criminosos. O ponto aqui é outro: Luana vive defendendo sua trajetória, sua seriedade e sua postura profissional. Então fica difícil entender a necessidade de transformar um convite recusado em troféu público.

Ela também não revelou qual papel teria recebido nem explicou a natureza exata do convite. Portanto, não dá para ir além disso. O fato é simples: houve um convite segundo a própria Luana, ela recusou e depois decidiu dizer publicamente que sentia orgulho da decisão.
Desliguei o liquidificador. Suco pronto, academia atrasada e uma certeza: recusar trabalho é absolutamente normal. Fazer festa em cima do convite depois é que já entra naquela categoria profissional que eu, particularmente, prefiro assistir de longe.