Amores, eu vou ser bem direta, porque Carnaval já tem fantasia demais e a internet anda sem freio. Luana Piovani entrou na Sapucaí com luz de avenida, retorno depois de anos longe do sambódromo e um discurso de empolgação com o desfile, falando do carro, de Oxum, de Conceição Evaristo e da emoção de estar ali. Até aí, tudo lindo.
Só que, no mesmo pacote, veio o capítulo que ela mesma alimenta há semanas. A atriz tem feito comentários duros sobre Virgínia, puxou briga por motivos que vão da presença dela na TV ao comportamento nas redes, e ainda comprou uma treta colateral com Luciano Huck, chamando atenção para a decisão do Domingão de receber Virgínia perto do Carnaval. Essa crítica circulou forte e foi tratada como ataque frontal, com direito a frase ácida e manchete em todo canto. 
Aí chega a hora em que o microfone pergunta o óbvio, e o que Luana faz. Ela trava, se irrita e tenta encerrar, dizendo que não está a fim de falar de fofoca. A frase está registrada. 
E aqui entra minha crítica, na versão Kátia Flávia com delineador e senso de realidade. Isso é o velho truque do briguento profissional, a pessoa transforma o feed em ringue, mas na hora do tete a tete vira súbita adepta da discrição. Não é humildade, é controle de dano. O Carnaval inteiro vira palco, mas o assunto vira inconveniente quando alguém pede explicação na frente das câmeras.
Eu entendo que ninguém é obrigado a comentar rivalidade, eu até acho saudável baixar a bola. O problema é o roteiro que ela escolheu antes. Você passa dias disparando críticas e termos pesados, inclusive em episódios antigos que voltam agora porque a internet tem memória e má vontade, e depois tenta posar de superior dizendo que não quer fofoca. Não cola. 
No meu radar, ela está fazendo o papel do Lobão da temporada, aquele personagem que vive de atrito, coleciona inimigo, cria clima de guerra e ainda exige aplauso por ser sincero. Sinceridade sem filtro dá engajamento. Também dá desgaste.
Enquanto isso, Virgínia segue no modo dela, rainha de bateria, roteiro de rede social, e a avenida continua girando. A única coisa que fica feia é transformar Carnaval em tribunal moral particular, e depois reclamar do julgamento quando a pergunta vem.