Meu povo, eu estava aqui em Taormina com uma taça de Nero d’Avola na mão, olhando pro Etna lá no fundo, quando minha amiga Gery me mandou o áudio da Luana e eu larguei tudo porque GENTE DO CÉU, Luana jogou energia pesada pra travar a terceira temporada de Mulher Invisível, colocou o nome na boca do sapo, e a temporada não saiu. Isso não é fofoca. Isso é resultado com endereço.

O contexto, pra quem não sabe, é o seguinte: Mulher Invisível concorreu ao Emmy, série premiada internacionalmente, e Luana, a protagonista, não foi convidada pra cerimônia. Deixaram a atriz em casa enquanto a produção foi desfilar no tapete vermelho com o trabalho dela nas costas. Aí, quando resolveram cogitar uma terceira temporada, chegaram com a informação de que ela estava velha demais pro papel. Luana tem cinquenta anos. Cinquenta. Velha pra fazer a personagem que ela criou e carregou até o Emmy.
Nas redes o relato pegou fogo, mas a galera ficou tão encantada com a macumba que esqueceu o escândalo real: uma atriz ser excluída da cerimônia de premiação da própria série. Isso tem nome no meio, todo mundo sabe como funciona, só não fala em voz alta. Luana falou.
Evangélica assumida, Luana vem há pelo menos cinco anos se aproximando das religiões de matriz africana, lendo autores negros, se educando, foi a Salvador pela primeira vez visitar uma mãe de santo. Ela mesma conta tudo isso sem contradição, sem cerimônia, porque mulher que abre a peça declamando poema de Iansã e ainda joga energia pesada contra quem a desrespeitou é mulher que já resolveu com ela mesma o que acredita e no que confia.
Não convidaram pra o Emmy, disseram que estava velha, tentaram tocar a série sem ela, e Luana foi lá e travou tudo.
Quem ganhou? A Luana. Quem perdeu? Todo mundo que achou que ela ia engolir calada. Respeita a filha de Iansã, meu povo, porque essa mulher não engole, ela devolve, com juros e correção monetária.