Estava saindo de uma reunião em pleno sábado aqui no Sul da Itália , carregando bolsa e opinião formada, quando o telefone me jogou na cara a entrevista de Luana Piovani no videocast Conversa Vai, Conversa Vem, do jornal O Globo,( tá rendendo !!!!) com a jornalista Maria Fortuna. Parei no meio da calçada. Literalmente parei.
A atriz foi questionada sobre intimidade e entregou uma declaração que vai circular por semanas: disse que o que menos busca numa relação sexual é o orgasmo, porque resolve isso sozinha em aproximadamente dois minutos, e que o que realmente quer de um parceiro é conversa, toque, colo e presença. “Gozo é muito fácil”, ela resumiu, com a objetividade de quem já passou dos quarenta e não tem mais paciência para rodeio. Sobre casamento, foi igualmente direta: afirmou ter pânico da palavra, disse que é contra a instituição do jeito que ela funciona hoje, e que se a conta não fecha, prefere abrir mão da monogamia.
Nas redes, a repercussão foi imediata e previsível: metade da internet aplaudiu o discurso como libertação feminina, a outra metade ficou debatendo se havia subtexto, porque com Luana Piovani o Brasil nunca consegue simplesmente ouvir o que ela disse. O nome dela foi parar nos trending topics antes do almoço, e os perfis de fofoca repercutiram o trecho do orgasmo antes de qualquer outro, claro.
O argumento central da entrevista, no entanto, foi outro: ela disse que a mulher casada se anula pelo conjunto enquanto o homem se prioriza, e que foi exatamente isso que a levou à separação. A declaração sobre orgasmo viraliza pela ousadia, mas funciona como embalagem chamativa para uma crítica que ela já tinha feito antes, de outras formas, em outros microfones. Consistente com tudo que Luana vem dizendo há anos, desta vez com O Globo como palco.
Confira o vídeo: