Amores, segura o secador porque essa fofoca é de negócios, mas com glamour corporativo e cheiro de poder. O L’Oréal resolveu brincar de Oscar da sustentabilidade e escolheu apenas 13 empresas no mundo inteiro para o seu programa global de inovação verde, com um orçamento nada modesto de 100 milhões de euros. E quem apareceu brilhando no tapete verde? A brasileira Gás Verde, única representante do país e maior produtora de biometano da América Latina.
O programa atende pelo nome de L’AcceleratOR e reúne empresas que o grupo considera agentes de mudança. Tradução da Kátia, gente que pode salvar o planeta sem estragar o batom. A iniciativa é feita em parceria com o Instituto de Liderança em Sustentabilidade da Universidade de Cambridge, ou seja, não é reunião de condomínio, é mesa grande com gente que decide.
Enquanto startups do Reino Unido, França, Japão, Suécia e Estados Unidos disputaram espaço, a Gás Verde chegou com currículo pesado. Biometano produzido a partir de resíduos sólidos urbanos, combustível renovável, descarbonização em escala e cliente de peso no portfólio. Nada de discurso vazio. É operação rodando, número entregando e impacto real.
A escolha não foi por simpatia. A L’Oréal quer substituir combustíveis fósseis em processos industriais e transporte, e o biometano entrou como peça-chave. A Gás Verde virou aquela amiga que todo mundo quer sentar do lado porque resolve problema grande sem fazer drama. No pacote, a empresa brasileira entra numa fase intensa de mentoria, desenvolvimento de projetos piloto e acesso direto às operações globais do grupo.
Executivos do grupo falaram em acelerar soluções escaláveis, transformar sustentabilidade em realidade concreta e avançar rápido. Marcel Jorand, CEO da Gás Verde, comemorou dizendo que a parceria fortalece a cadeia de abastecimento de biometano e coloca o Brasil no centro da transição energética. Tradução simultânea, o Brasil deixou de ser figurante e virou protagonista.
Pra quem gosta de bastidor, o recado é claro. Beleza agora anda de mãos dadas com energia limpa, dado inteligente e indústria pesada repensada. A L’Oréal faz pose de líder global e a Gás Verde vira a brasileira que atravessou o salão com confiança e sentou na mesa dos gigantes.
Resumo da ópera corporativa. Tem dinheiro grande, tem nome internacional, tem Brasil bem posicionado e tem sustentabilidade deixando de ser discurso bonito para virar estratégia de gente grande. E eu fico aqui observando tudo, de salto alto, anotando quem entrou, quem ficou de fora e quem saiu por cima nessa novela verde de alcance global.