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Kátia Flávia
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Lollapalooza Brasil 2026 arma palco turbinado e transforma o Perry’s em espetáculo

Com nova cenografia, painéis de LED e 27 shows em três dias, o Palco Perry’s by Fiat promete virar uma pista colossal no Autódromo de Interlagos.

Kátia Flávia

09/03/2026 14h00

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A 13ª edição do evento, marcada para os dias 20, 21 e 22 de março de 2026, em Interlagos, (Foto: divulgação)

Meus amores, eu mal sentei com meu café e o Lollapalooza Brasil já veio me entregando uma cenografia nova para o Palco Perry’s by Fiat com a sutileza de um trio elétrico invadindo tapete vermelho. E eu adoro quando festival resolve se vestir para matar. A 13ª edição do evento, marcada para os dias 20, 21 e 22 de março de 2026, em Interlagos, vai dar uma repaginada de respeito nesse espaço dedicado à música eletrônica e urbana. A promessa é de experiência mais imersiva, mais acesa, mais pronta para fazer a plateia sair de lá com a pupila dilatada e a memória lotada.

Segundo o material divulgado, o novo Perry’s chega com um conceito visual inédito e uma estrutura que quer ser vista de longe. O palco terá 63 metros de comprimento, 17 metros de altura e 400 metros quadrados de LED, além de efeitos pirotécnicos para transformar apresentação em catarse coletiva. Eu já consigo imaginar o povo olhando aquilo com a mesma cara de quem vê ex em festa muito melhor do que esperava. O objetivo está claríssimo, deixar o espaço mais impactante e entregar um show visual à altura de uma programação que mistura nomes internacionais e nacionais com vocação para incendiar a pista.

Na sexta-feira, 20 de março, a casa já abre de salto alto. Kygo aparece como um dos destaques do dia, com show marcado para 22h15 às 23h30. Antes dele, Ben Böhmer assume com seu eletrônico de clima sofisticado, das 20h30 às 21h45. BUNT. entra das 19h15 às 20h15, trazendo aquela mistura que passeia por house, soul, pop e referências latinas. E ainda tem uma sequência que deixa qualquer clubber com taquicardia leve: DJ Diesel, projeto eletrônico de Shaquille O’Neal, horsegiirL, Aline Rocha, ATKÖ, Bruna Strait e Camila Jun. É uma escalação com cara de pista sem descanso e tênis pedindo arrego.

No sábado, 21 de março, o Perry’s resolve flertar com o caos organizado, e eu digo isso como elogio. O headliner do dia é o Brutalismus 3000, das 22h às 23h30, duo berlinense que carrega fama de ser um dos nomes mais comentados do techno europeu recente, com aquele perfume noventista e atitude meio punk que adora bagunçar a postura de quem jurava que só ia ouvir duas músicas e ir embora cedo. MU540 vem antes, das 20h30 às 21h30, levando a força da Baixada Santista para o palco.

Ainda no sábado, a programação se espalha como fofoca boa em grupo de WhatsApp. 2hollis e Rommulas aparecem das 19h15 às 20h15. Hamdi toca das 18h às 19h. N.I.N.A ocupa a faixa das 16h45 às 17h45. Febre90 entra das 15h30 às 16h30. Crizin da Z.O marca presença das 14h15 às 15h15. Marcelin O Brabo sobe ao palco das 13h às 13h45. Blacket toca das 12h às 12h45. O resultado é uma programação que vai do rap experimental ao funk carioca, passando por jungle, UK garage e afrohouse. Ou seja, a curadoria resolveu servir um banquete para quem gosta de pista com personalidade e sem cara de playlist preguiçosa.

No domingo, 22 de março, a responsável por fechar o Perry’s é Peggy Gou, das 21h45 às 23h15. A DJ sul-coreana radicada em Berlim já chega com aquele currículo de estrela internacional que faz o povo posar de blasé até o beat bater no peito. Outro nome asiático no line-up é ¥ØU$UK€ ¥UK1MAT$U, das 20h15 às 21h30, artista que costura influências do rock clássico ao metal, do alternativo ao hard house, com sets que gostam de desafiar rótulo e deixar todo mundo tentando explicar depois o que sentiu.

Também no domingo, o palco recebe RØZ, Zopelar, IDLIBRA, Alírio, Analu, Entropia e Flávia Durante. Tem dupla mexicana com milhões de streams, produtor brasileiro com sete álbuns lançados por selos internacionais, pesquisa de ritmos progressivos e quebrados, pop, MPB, eletrônica e uma artista com trajetória na cena independente desde 2001. Em bom português de camarote, a curadoria resolveu montar uma salada bonita, nervosa e bem temperada, daquelas que fazem a pista mudar de humor várias vezes ao longo do dia.

Eu acho especialmente delicioso quando o festival não vende só atração, vende cenário, escala, sensação de acontecimento. E é exatamente isso que esse anúncio faz. O Perry’s by Fiat quer se firmar como um dos centros mais explosivos do Lollapalooza Brasil 2026, com cenografia renovada e line-up que passa pela música eletrônica, urbana, experimental e pop sem pedir licença para ninguém. O palco vira personagem. Vira diva cenográfica. Vira aquela amiga que chega vestida de paetê às quatro da tarde e continua impecável às duas da manhã.

Os horários ainda podem sofrer alterações até a data das apresentações, segundo o comunicado oficial, então o povo precisa seguir os canais do festival para acompanhar atualizações. Mas uma coisa eu já posso cravar do meu camarote imaginário: o Perry’s resolveu entrar em 2026 querendo roubar a cena, chamar atenção no grito visual e fazer Interlagos tremer como se estivesse estrelando seu próprio drama eletrônico com orçamento de superprodução.

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