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Kátia Flávia
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Lollapalooza 2026 cresce com Chappell, RIZE e plateia do Brasil

O segundo dia do Lollapalooza Brasil 2026 reuniu público de várias regiões do país, com 52% da plateia vinda de fora de São Paulo. Chappell Roan, RIZE, Marina Sena, Cypress Hill e Skrillex puxaram uma programação que reforçou o festival como vitrine de gêneros, gerações e tendências.

Kátia Flávia

22/03/2026 12h30

moriva lolla26 21032026 palcobudweiser chapellroan @diegopadilha 0316

O segundo dia do festival foi marcado por shows que transitaram entre pop, rock, eletrônico, hip hop e k-pop (Foto: Divulgação)

Amores , eu tive que sentar para processar, porque o Autódromo de Interlagos virou uma passarela musical daquelas que misturam pop, rock, eletrônico, hip hop e k-pop com a naturalidade de quem troca de look no camarim. O dado que mais chama atenção logo de saída é objetivo e poderoso, 52% do público veio de fora do estado de São Paulo, o que já diz muita coisa sobre o tamanho nacional do evento.

Chappell Roan fez sua estreia no Brasil e entregou no Palco Budweiser um show descrito como grandioso, vibrante e de forte identidade visual, com hits como “Pink Pony Club” e “HOT TO GO!”. O release ainda puxa uma historinha boa de plateia raiz, duas amigas de 22 anos chegaram à fila às 7h da manhã para tentar um lugar especial perto da grade, com figurino inspirado justamente em “Pink Pony Club”. Meu amor, isso é o tipo de devoção pop que eu respeito, porque fã que acorda cedo para sofrer bonito na grade já entra no festival com espírito de protagonista.

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Chapell Roan – Foto: Divulgação

Na mesma leva, Marina Sena atraiu gente de outras regiões e não decepcionou quem cruzou quilômetros para vê-la ao vivo, enquanto Jadsa abriu o dia no Budweiser com o show eleito o melhor do ano pela APCA. Agnes Nunes fez sua estreia no Lolla BR com participações de Tiago Iorc e Sandra de Sá, e a recém-formada Foto em Grupo apareceu no Samsung Galaxy com Ana Caetano, Zani, Pedro Calais e João Ferreira. Eu gosto desse tipo de line-up porque ele entrega o que promete, diversidade de verdade, com gente nova, nome em consolidação e artista já testado em palco grande.

No campo do impacto coletivo, o dia também teve Perry Farrell subindo ao palco ao lado do Cacique Raoni Metuktire, que fez um discurso em Kayapó chamando a atenção dos jovens para a proteção da floresta. Lewis Capaldi apareceu no penúltimo slot do Budweiser e reuniu fãs fiéis com repertório puxado por “Someone You Loved”, “Survive”, “Forget Me” e “Before You Go”. Aí o festival mostra aquela mania que adora cultivar, vender entretenimento com consciência, emoção, catarse e um pequeno susto moral no pacote.

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Lewis Capaldi – Foto: Divulgação

O hip hop ganhou protagonismo com Cypress Hill, que fechou com “Jump Around” e público pulando em coro, enquanto Skrillex tomou a reta final do dia com setlist de alta intensidade, pirotecnia, labaredas e fumaça. No Flying Fish, o RIZE arrastou fãs de diferentes países, inclusive mãe e filha vindas de Guadalajara para acompanhar o grupo sul-coreano, que ainda arriscou português no coro de “Eu não vou embora”. E no Perry’s by Fiat, Hamdi apareceu de camisa do Brasil, 2hollis levou um tigre branco cenográfico, MU540 representou o país com performance tecnológica e Brutalismus 3000 encerrou a pista mantendo a energia lá em cima. Eu fecho essa fofoca com uma certeza simples, Interlagos virou um grande casting de série cara, só que com lama, fila, idolatria, fumaça e um público disposto a tratar festival como destino nacional.

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Cypress Hill – Foto: Divulgação

O hip hop ganhou protagonismo com Cypress Hill, que fechou com “Jump Around” e público pulando em coro, enquanto Skrillex tomou a reta final do dia com setlist de alta intensidade, pirotecnia, labaredas e fumaça. No Flying Fish, o RIZE arrastou fãs de diferentes países, inclusive mãe e filha vindas de Guadalajara para acompanhar o grupo sul-coreano, que ainda arriscou português no coro de “Eu não vou embora”. E no Perry’s by Fiat, Hamdi apareceu de camisa do Brasil, 2hollis levou um tigre branco cenográfico, MU540 representou o país com performance tecnológica e Brutalismus 3000 encerrou a pista mantendo a energia lá em cima. Eu fecho essa fofoca com uma certeza simples, Interlagos virou um grande casting de série cara, só que com lama, fila, idolatria, fumaça e um público disposto a tratar festival como destino nacional.

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