Amores , eu tive que sentar para processar, porque o Autódromo de Interlagos virou uma passarela musical daquelas que misturam pop, rock, eletrônico, hip hop e k-pop com a naturalidade de quem troca de look no camarim. O dado que mais chama atenção logo de saída é objetivo e poderoso, 52% do público veio de fora do estado de São Paulo, o que já diz muita coisa sobre o tamanho nacional do evento.
Chappell Roan fez sua estreia no Brasil e entregou no Palco Budweiser um show descrito como grandioso, vibrante e de forte identidade visual, com hits como “Pink Pony Club” e “HOT TO GO!”. O release ainda puxa uma historinha boa de plateia raiz, duas amigas de 22 anos chegaram à fila às 7h da manhã para tentar um lugar especial perto da grade, com figurino inspirado justamente em “Pink Pony Club”. Meu amor, isso é o tipo de devoção pop que eu respeito, porque fã que acorda cedo para sofrer bonito na grade já entra no festival com espírito de protagonista.

Na mesma leva, Marina Sena atraiu gente de outras regiões e não decepcionou quem cruzou quilômetros para vê-la ao vivo, enquanto Jadsa abriu o dia no Budweiser com o show eleito o melhor do ano pela APCA. Agnes Nunes fez sua estreia no Lolla BR com participações de Tiago Iorc e Sandra de Sá, e a recém-formada Foto em Grupo apareceu no Samsung Galaxy com Ana Caetano, Zani, Pedro Calais e João Ferreira. Eu gosto desse tipo de line-up porque ele entrega o que promete, diversidade de verdade, com gente nova, nome em consolidação e artista já testado em palco grande.
No campo do impacto coletivo, o dia também teve Perry Farrell subindo ao palco ao lado do Cacique Raoni Metuktire, que fez um discurso em Kayapó chamando a atenção dos jovens para a proteção da floresta. Lewis Capaldi apareceu no penúltimo slot do Budweiser e reuniu fãs fiéis com repertório puxado por “Someone You Loved”, “Survive”, “Forget Me” e “Before You Go”. Aí o festival mostra aquela mania que adora cultivar, vender entretenimento com consciência, emoção, catarse e um pequeno susto moral no pacote.

O hip hop ganhou protagonismo com Cypress Hill, que fechou com “Jump Around” e público pulando em coro, enquanto Skrillex tomou a reta final do dia com setlist de alta intensidade, pirotecnia, labaredas e fumaça. No Flying Fish, o RIZE arrastou fãs de diferentes países, inclusive mãe e filha vindas de Guadalajara para acompanhar o grupo sul-coreano, que ainda arriscou português no coro de “Eu não vou embora”. E no Perry’s by Fiat, Hamdi apareceu de camisa do Brasil, 2hollis levou um tigre branco cenográfico, MU540 representou o país com performance tecnológica e Brutalismus 3000 encerrou a pista mantendo a energia lá em cima. Eu fecho essa fofoca com uma certeza simples, Interlagos virou um grande casting de série cara, só que com lama, fila, idolatria, fumaça e um público disposto a tratar festival como destino nacional.

O hip hop ganhou protagonismo com Cypress Hill, que fechou com “Jump Around” e público pulando em coro, enquanto Skrillex tomou a reta final do dia com setlist de alta intensidade, pirotecnia, labaredas e fumaça. No Flying Fish, o RIZE arrastou fãs de diferentes países, inclusive mãe e filha vindas de Guadalajara para acompanhar o grupo sul-coreano, que ainda arriscou português no coro de “Eu não vou embora”. E no Perry’s by Fiat, Hamdi apareceu de camisa do Brasil, 2hollis levou um tigre branco cenográfico, MU540 representou o país com performance tecnológica e Brutalismus 3000 encerrou a pista mantendo a energia lá em cima. Eu fecho essa fofoca com uma certeza simples, Interlagos virou um grande casting de série cara, só que com lama, fila, idolatria, fumaça e um público disposto a tratar festival como destino nacional.