Amores eu paro tudo quando uma mulher decide falar sem maquiagem emocional. Lola Melnyck foi ao Sensacional, apresentado por Daniela Albuquerque, e abriu uma caixa que muita gente prefere manter trancada.
Após o fim de um relacionamento encerrado no final de 2025, Lola contou que passou a perceber atitudes que descreve como psicóticas. O relato não ficou no campo da sensação. Ela afirma que precisou procurar a polícia para interromper um ciclo de perseguição e vigilância, incluindo invasão de privacidade e controle do celular. Houve medida protetiva concedida na Delegacia de Defesa da Mulher. Isso não é fofoca. É fato.
O impacto desse relacionamento atravessou um momento delicadíssimo da vida dela, a morte repentina da mãe. Lola descreve um luto represado, empurrado para dentro, porque estava ocupada resolvendo problemas que não eram dela. A fala vem seca, sem teatro, do tipo que pesa no estúdio e cala qualquer comentário atravessado.
Aos 43 anos, com carreira sólida na dança e na televisão, ela também revisitou a própria formação artística. Relatou práticas abusivas vividas em escolas de dança, com cobranças sobre o corpo e episódios de incentivo a comportamentos extremos. Consequências físicas e emocionais que, segundo ela, não desaparecem com aplauso nem com sucesso.
A entrevista vai ao ar nesta segunda, às 22h45, na RedeTV!. Não é um papo leve, nem pretende ser. É um depoimento duro, necessário e corajoso. E aqui eu tiro o chapéu, sem ironia, porque falar assim em voz alta ainda custa caro.