Jorge Jesus afirmou que esteve muito perto de comandar a Seleção Brasileira depois da derrota por 4 a 1 para a Argentina, em março de 2025. Segundo o técnico português, a CBF chegou a lhe dar indicações para preparar uma pré-convocação, mas a negociação não foi adiante.
Eu estava na cozinha, espremendo o último pedaço de melancia no copo, quando li essa história e quase deixei a peneira cair. Porque pré-lista não é conversa de corredor, não. Pré-lista é aquela fase em que a relação já está escolhendo nome de filho, mas alguém resolveu desaparecer antes de marcar o casamento.

Em entrevista ao Canal 11, de Portugal, Jorge Jesus disse que faria poucas mudanças na Seleção que Carlo Ancelotti levou para a Copa do Mundo. Ele também defendeu Pedro, do Flamengo, como o melhor centroavante brasileiro do momento, embora tenha admitido que a convivência entre os dois no clube carioca pode pesar na avaliação.
A fala joga luz sobre uma novela que foi longa e cheia de capítulos trocados. Depois da goleada para a Argentina, a CBF buscava uma solução para o comando técnico e o nome de Jorge Jesus circulou com força. Mas, na prática, quem acabou anunciado foi Ancelotti, apresentado em maio de 2025 e estreante contra o Equador em junho.
Mexi o suco com a colher e fiquei pensando naquela cronologia meio atravessada. Jorge Jesus mencionou uma partida em março depois da derrota para a Argentina, mas o próximo compromisso oficial da Seleção Brasileira só foi na Data Fifa de junho. A lembrança dele pode ter embaralhado as datas, mas o recado foi bem claro: ele se via bem perto da cadeira mais elétrica do futebol brasileiro.
A CBF não confirmou publicamente ter pedido a pré-convocação ao português. Ainda assim, a declaração dá combustível para quem gosta de bastidor e deixa no ar a pergunta que nunca morre: até onde foi essa conversa antes de Ancelotti entrar em cena?

Jorge Jesus conhece o futebol brasileiro, tem currículo forte e nunca escondeu o desejo de voltar a trabalhar por aqui. Só que a Seleção Brasileira virou outro roteiro. Ancelotti chegou, comandou os jogos das Eliminatórias e levou o Brasil para a Copa do Mundo, enquanto o português seguiu a carreira em Portugal.
Terminei meu suco e lavei a faca, mas com a impressão de que a CBF tem mais história mal resolvida do que gaveta de escritório em fim de mandato. No futebol, às vezes a pré-convocação vira quase contratação. E às vezes vira só fofoca com documento imaginário.