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Kátia Flávia
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Letícia Sabatella diz ter sofrido assédio na infância: “Tinha vergonha”

A atriz disse que sofreu assédio na rua quando ainda era criança e fala sobre o diagnóstico de autismo

Kátia Flávia

23/05/2024 11h30

A atriz disse que sofreu assédio na rua quando ainda era criança e fala sobre o diagnóstico de autismo

Letícia Sabatella foi a entrevistada do novo episódio do programa Provoca, da TV Cultura, que foi ao ar essa semana. A atriz relatou detalhes de um episódio de assédio que sofreu na infância e ainda contou detalhes sobre o diagnóstico tardio de autismo.

Na conversa, a artista desabafou sobre o assédio quando era criança e contou como passou a se comportar após o acontecimento. “Tinha vergonha [do meu corpo] porque fui assediada muito cedo. Brincando na rua, menino passava a mão (…) eu vivia com casaco na cintura, blusão, me vestia sempre com roupas masculinas, andava com chapéu à noite, gostava muito de andar na rua, mas tinha medo, não podia, estava sempre disfarçada. As mulheres tem que se disfarçar para sobreviver…acho que no Rio de Janeiro e em São Paulo é diferente, mas vai no interior”, disse Letícia, que é natural de Belo Horizonte, Minas Gerais.

A atriz ainda falou sobre o seu diagnóstico tardio de autismo e revelou que precisava criar uma personagem para interagir com outras pessoas. “Eu sinto que precisava de um personagem para sociabilizar o tempo inteiro para me comunicar. Desde criança estou sempre sendo um bicho, ou sendo uma coisa, um super-herói, uma entidade para estar ali. É muito complicado ser eu. Lembro que falava, por exemplo, que era muito complicado eu cantar, se eu não tiver uma personagem. Olhar de frente para a plateia. Era muito complicado isso”, confessou.

Por fim, Letícia contou como foi que a sua interação com outras pessoas passou a melhorar e como a criação das redes sociais lhe foi uma experiência transformadora. “Eu era uma pessoa que não sabia o que fazer. Eu ficava isolada às vezes em casa. Aí chegou uma amiga e falou: ‘você precisa ter um Facebook’. Eu não tinha, não era dessa geração de mexer em computador. Eu nem tinha. Fui a última pessoa a ter celular. Aí ela abriu uma página no Facebook e eu encontrei um monte de amigo que eu não via, aí descobri onde eram as festas, comecei a me entrosar, aí tudo andou. Eu estava fora do tempo”, contou.

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