Minhas senhoras, eu adoro uma troca de emissora que, um ano depois, permite abrir a planilha e descobrir quem fez bom negócio. Léo Dias deixou o SBT, atravessou a rua televisiva e desembarcou no Murumbi na Dona Band. Agora, os números apresentados pela emissora dão um ingrediente importante para essa história: o Melhor da Tarde cresceu.
Na comparação entre janeiro e junho de 2026 e o mesmo período de 2025, o programa registrou alta de 13% na audiência em São Paulo e de 42% no mercado nacional, segundo dados divulgados pela Band com base em informações da Kantar Ibope Media.

É aquele tipo de número que, no mercado de televisão, fala mais alto do que muita reunião com PowerPoint, cafezinho e executivo dizendo que “o projeto está amadurecendo”. Crescer 42% nacionalmente não transforma ninguém automaticamente em rei das tardes, evidentemente, mas mostra que houve uma movimentação relevante no ponteiro.
E há outro dado que a Band faz questão de colocar na vitrine: segundo a emissora, o Melhor da Tarde foi o único programa de entretenimento da TV brasileira que cresceu em audiência em todos os meses do primeiro semestre de 2026, sempre na comparação com os respectivos meses de 2025.
Eu, que não resisto a uma boa novela corporativa, observo um detalhe delicioso nessa história: Léo Dias completa seu primeiro ano na Band justamente com números que ajudam a justificar a aposta feita nele.
A mudança não foi apenas de crachá. Ao lado de Chris Flores, Léo passou a comandar uma atração que ampliou a mistura de informação e entretenimento. Celebridades, notícias do dia, comportamento, culinária, astrologia e assuntos capazes de incendiar uma rede social passaram a dividir espaço no vespertino.
É aí que entra uma característica que Léo carregou para a Band: a capacidade de transformar bastidor de celebridade em assunto de televisão aberta. Ele não chegou ao programa para fazer figuração decorativa no sofá. Goste-se ou não do estilo, sua presença ajudou a dar ao Melhor da Tarde mais repercussão, notícia e capacidade de gerar assunto fora das duas horas de exibição.
A própria apresentação comercial da Band vende essa combinação como ativo para o mercado publicitário. O programa aparece como uma plataforma que ultrapassa a televisão e oferece possibilidades de integração de marcas, branded content e ações dentro dos diferentes quadros.
E audiência, minhas joias, continua sendo a moeda que torna esse discurso muito mais interessante para o anunciante.
O material comercial aponta ainda mais de 52,5 milhões de telespectadores alcançados no primeiro trimestre de 2025 na televisão e mais de 98 milhões de impactos nas redes sociais, números referentes ao alcance apresentado pela emissora para a atração e suas plataformas.
Há um ano, a saída de Léo do SBT poderia ser analisada apenas como mais uma movimentação do eterno troca-troca da televisão brasileira. Hoje existe um dado novo nessa equação: o programa que ele passou a comandar cresceu.

Não significa que a guerra das tardes esteja resolvida, tampouco que a Band tenha encontrado uma fórmula infalível. Televisão é uma senhora temperamental: hoje oferece champanhe; amanhã manda conferir a prévia do Ibope e procurar um calmante.
Mas, no retrato deste primeiro ano, a mudança funcionou para Léo Dias.
Ele trocou de emissora, ganhou espaço, tornou-se uma das caras do Melhor da Tarde e chega ao aniversário da contratação podendo apresentar algo que executivo de televisão adora mais do que discurso bonito:
resultado.