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Kátia Flávia
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Lembram da advogada Argentina? Foi condenada por injúria racial no Rio após barraco em Ipanema

Kátia Flávia

25/03/2026 15h30

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A Promotoria pediu uma indenização de 200 mil e que a ré seja extraditada (Foto: Reprodução/ O Globo)

Agostina Pérez foi julgada no Rio de Janeiro por ofensas racistas contra funcionários de um bar em fevereiro. O caso explodiu com coletiva, imprensa internacional e um vexame que atravessou fronteira.

Amores , entre uma maquiagem feita na correria e um café que custou mais do que devia, quando chegou esse roteiro indigesto vindo do Rio. A advogada argentina, Agostina Pérez, foi julgada por injúria racial depois de um episódio num bar de Ipanema que já nasceu com cara de escândalo internacional. E nasceu mesmo, porque agora tem consulado, coletiva, câmera de TV e constrangimento em HD.

Segundo a acusação, tudo começou depois de uma discussão sobre o valor da conta, em fevereiro. A mulher teria ofendido ao menos três funcionários com termos racistas e ainda feito gestos imitando um macaco, segundo as imagens de segurança citadas na cobertura. O Ministério Público pediu multa de 50 mil dólares para cada vítima, e ela agora depende de despacho judicial para deixar o Brasil e voltar à Argentina.

No bastidor, o caso virou uma mistura de crise jurídica com colapso de imagem. A coletiva foi acompanhada por imprensa internacional, ela apareceu abalada, disse estar arrependida e alegou que não imaginava que aquelas palavras configurariam um crime dessa gravidade. Desculpa tardia, meu amor, costuma chegar muito bem penteada, mas raramente chega inocente.

Também pesa o simbolismo da história. Estamos falando de uma advogada, alguém que sabe ou deveria saber muito bem o tamanho do abismo entre destempero e crime. A tornozeleira eletrônica, o impedimento para sair do país e a necessidade de autorização judicial transformaram o caso num aviso público, desses que saem do tribunal e vão direto para a conversa de bar, para o grupo de WhatsApp e para a memória coletiva.

Ela ainda afirma estar sendo ameaçada e tenta resolver a situação para voltar ao país de origem. Só que o centro dessa história não está no passaporte dela nem no abatimento diante das câmeras, está na violência do ato atribuído a ela e no recado que a Justiça brasileira tenta deixar. No fim, Ipanema serviu mais do que conta naquela noite, serviu um lembrete duro de que racismo não é chilique de cliente, é crime mesmo, com recibo, processo e humilhação pública incluídos no pacote.

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