Estava sentada num bar no centro de Bari, Adriático ali na esquina, quando o celular me mandou um vídeo que parou tudo. Parei a conversa, parei o drinque, parei de respirar. Não é todo dia que a realidade decide ser mais bonita do que qualquer ficção que a gente possa inventar.
No VTEX Day 2026, em São Paulo, a ex-ginasta olímpica Laís Souza subiu ao palco em pé. Com dispositivo de tecnologia assistiva, sim. Mas em pé. Ela que está paralisada desde 2014, quando sofreu um acidente gravíssimo durante treino de esqui aéreo nos Estados Unidos. Subiu para homenagear a cientista Tatiana Sampaio, bióloga da UFRJ, que pesquisa a polilaminina, uma molécula com potencial real de regeneração medular. A Anvisa aprovou o início dos testes clínicos em 2026.
O momento foi apresentado como a abertura do Brazilian Engineering Award, novo prêmio da VTEX para talentos da engenharia brasileira no mundo. Mas o que aconteceu naquele palco foi maior que qualquer troféu. A plateia de 26 mil pessoas, executivos de 25 países, líderes de tecnologia global, ficou em silêncio e depois explodiu. O vídeo rodou o mundo em questão de minutos.




O que Kátia vê aqui, do seu bar em Bari, com o guardanapo ainda na mão, é uma história que o Brasil precisava contar para si mesmo. Uma atleta que perdeu o movimento do corpo e uma cientista que passou anos tentando devolver esse movimento a pessoas como ela, colocadas juntas num palco por uma empresa de tecnologia que decidiu que ciência também é inovação. Isso é raro. Isso é sério. Isso é lindo.
Laís Souza em pé, abraçando Tatiana Sampaio, na frente do mundo. Se você não chorou, eu preciso que você verifique a sua conexão com a humanidade, porque a minha aqui do sul da Itália estava funcionando perfeitamente bem.