Eu confesso que adoro quando a Globo decide bagunçar a própria grade com estilo. O Lady Night retorna no dia 24 de fevereiro, logo após o BBB 26, e Tatá Werneck reaparece como aquela anfitriã que não pede licença, entra rindo alto e já puxa a cadeira do convidado para o centro do palco.
A estreia vem com clima de reunião afetiva premium. Bruna Marquezine e Sasha Meneghel inauguram a temporada falando de amizade, lembranças da infância e aquela intimidade que só quem cresceu sob holofote entende. Tatá observa tudo com olhar clínico, esperando o segundo exato para apertar o botão do constrangimento carinhoso.
Ao longo da temporada, o sofá vira passarela de nomes que dispensam apresentação. Rodrigo Faro, Christiane Torloni, Cauã Reymond, Milton Cunha, Nicole Bahls, Marcelo Serrado, Sandra Annenberg, Serginho Groisman, Belo, Humberto Martins, Marcos Pasquim, Camila Pitanga, Alice Wegmann, Sheron Menezes, Junior Lima, Xande e Péricles passam pelo programa entregando histórias, risadas nervosas e material suficiente para virar meme em tempo recorde.

Os quadros já conhecidos seguem firmes como patrimônio cultural do caos. O “Tá com fone?” continua testando a paciência alheia. O “Héctor Bolígrafo” insiste em arrancar verdades com método duvidoso. O “Entrevista com Especialista” mantém o charme do papo que começa informativo e termina em completo descontrole.

As novidades entram sem pedir licença. O “Roda Divas”, comandado por Inês Brasil e Narcisa Tamborindeguy, entrega glamour exagerado, comentários fora de órbita e aquele tipo de frase que nasce pronta para virar áudio. Já o “Quem Sobe, Sósias” aposta na confusão visual e na gargalhada automática, porque ninguém sai ileso de um sósia convincente.
Produzido pelos Estúdios Globo, com direção de Rafael Queiroga e supervisão artística de Patricia Pedrosa, o Lady Night retorna consciente do próprio poder. Tatá sabe provocar, sabe ouvir e sabe exatamente onde cutucar para transformar conversa em espetáculo.