Eu estava plena, hidratando minha cutícula, quando me deparo com o babado: Juliette, a Fênix de Campina Grande, resolveu abrir a boca e dizer que não tem nada a ver com a eliminação de Sarah. Segundo ela, perguntou apenas qual era a porcentagem. Só isso. Uma curiosidade estatística, quase IBGE vibes. E ainda pediu que o áudio não vazasse. Claro que vazou. Internet não guarda segredo nem de receita de bolo.
Do outro lado do ringue , temos Sarah Andrade, que já saiu da casa com aquele carimbo invisível de “culpada pelo entretenimento alheio”. E o fandom, meus queridos, esse é um personagem à parte. Fandom não precisa de ordem direta. Um emoji já vira sinal de guerra. Uma pergunta vira campanha. Um suspiro vira estratégia militar.
Eu fico olhando essa cena como se estivesse assistindo ao último capítulo de um dramalhão das nove. Juliette, a Imperatriz dos Cactos, diz que não convocou exército nenhum. Sarah, a Economista do Caos, paga a conta da semana. E o público, sempre ele, executa o paredão com gosto de final de campeonato.
Vamos combinar uma coisa entre nós, meus cúmplices de fofoca fina: campeã de reality carrega um megafone invisível para sempre. Pode cochichar na cozinha que alguém já transforma em trend topic. A influência vem no pacote, junto com publi e torcida organizada.
Eu não estou dizendo que houve convocação oficial com planilha no Excel e cronograma de voto. Mas também não vou fingir que fã-clube é grupo de meditação. A mínima faísca vira incêndio no Twitter.

E tem outro detalhe que eu adoro observar com minha lupa de colunista surtada: pedir para o áudio não vazar é praticamente um convite para o universo digital fazer exatamente o contrário. A internet é fofoqueira profissional, minha filha. Ela trabalha 24 horas, não tira folga nem em feriado.
No fim dessa ópera pop com cheiro de paredão, sobra uma pergunta que ecoa na minha varanda imaginária do Projac: até onde vai a responsabilidade de quem tem milhões de seguidores? Porque influência é uma coisa que não vem com botão de desligar.
Eu sigo aqui, de taça na mão e olho arregalado, acompanhando esse roteiro que nem o melhor autor de novela ousaria escrever. Se isso não é entretenimento premium, eu sou apresentadora do Jornal Nacional.