A cena acontece dentro do Big Brother, sem corte, sem edição salvadora, sem “foi tirado de contexto”. Juliano Floss está conversando com Pedro quando decide puxar um nome que virou cicatriz no histórico do reality: Kerline.
E aí o gato da Marina Sena, não alivia. Diz que ela não tem nem 1% do carisma do Pedro. Repete. Reforça. Insiste. Não é figura de linguagem, é martelo batendo no mesmo prego. Brígido está junto, escuta tudo e concorda. Nenhuma defesa. Nenhum “veja bem”. Só apoio silencioso.
Kerline é citada porque carrega um rótulo pesado. Ela foi a primeira eliminada do BBB21, saiu no primeiro paredão, em 2 de fevereiro de 2021, com 83,50% dos votos. Uma semana de casa, julgamento fulminante e um nome que virou referência negativa no vocabulário do BBB.
No início daquela edição, Kerline se envolveu em conflitos logo nos primeiros dias, entrou num jogo ainda caótico e foi engolida pelo ritmo cruel da primeira semana. No Big Brother, quem não se impõe rápido vira estatística. E estatística vira exemplo.
Estou assistindo de camarote, mastigando o momento. Porque no BBB, o mais cruel não é sair cedo. É virar parâmetro do que deu errado. E quando seu nome ainda é usado anos depois para medir carisma, o estrago já foi feito.