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Kátia Flávia
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Juliano e Jonas travam guerra de nervos e paredão ameaça virar

As enquetes amanheceram com cara de veredito, mas resolveram jogar pimenta no roteiro e embaralhar o destino dos rivais. No BBB, meu amor, eliminação certa até existe, só que adora aparecer fantasiada de surpresa de última hora.

Kátia Flávia

24/03/2026 13h00

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Jonas, Juliano e Gabriela estão no paredão, e na terça-feira, 24 de março, um dos participantes irá se despedir da competição. (Foto: Reprodução/ internet)

Eu estava aqui acompanhando esse paredão com a serenidade de uma pessoa que claramente não tem serenidade nenhuma, quando o BBB 26 resolveu me entregar aquilo que reality faz de melhor, pânico estatístico com perfume de virada. Juliano Floss e Jonas Sulzbach entraram numa disputa tão apertada que as enquetes amanheceram parecendo mesa de apuração de eleição em cidade pequena, todo mundo jurando que já entendeu tudo e, ao mesmo tempo, ninguém confiando em absolutamente nada. É o tipo de cenário que deixa fandom sem unha e colunista sem glicose.

O fato é que Juliano aparece na frente para sair em parte relevante das pesquisas. No Notícias da TV, ele surge com 58,65% dos votos, contra 31,34% de Jonas e 10,01% de Gabriela Saporito. No UOL, o desenho é parecido, com Juliano liderando a rejeição com 56,28%, enquanto Jonas vem atrás com 41,55% e Gabriela fica muito distante. Até aí, o roteiro parecia bem resolvido, com o brother do camarote olhando feio para a porta de saída.

Só que o bastidor digital, esse reino da histeria organizada, resolveu complicar tudo. O Votalhada, que junta números de sites, X, Instagram e YouTube, trouxe outra temperatura para a conversa e apontou empate técnico, com Jonas em risco um pouco maior, marcando 47,74% da média, contra 43,31% de Juliano. Aí o feed enlouquece, porque basta um dado fora da curva para a torcida transformar café da manhã em mutirão, printar parcial, berrar manipulação, prometer madrugada sem dormir e ressuscitar até primo que nem vê o programa para votar.

E eu acho esse tipo de paredão uma delícia muito particular do comportamento humano televisionado. Juliano e Jonas já são rivais declarados no jogo, então a disputa deixa de ser só numérica e vira guerra simbólica. De um lado, a turma que vê Juliano como nome mais desgastado. Do outro, quem entende que Jonas virou alvo preferencial e pode ser surpreendido no peso combinado do voto único com o voto da torcida. O BBB adora vender convivência, mas o que ele entrega mesmo é tribunal emocional com design de aplicativo.

Gabriela, coitada, ficou praticamente como figurante dessa briga testosterônica de rejeição, ali na berlinda, mas sem protagonismo de eliminação. O foco virou todo essa queda de braço entre os dois homens, com direito a clima de revanche, nervosismo de reta final e torcida tratando enquete como se fosse boletim médico de parente. E a verdade é uma só, meu bem, paredão apertado não é só sobre quem sai. É sobre quem consegue transformar medo em mobilização antes que Tadeu apareça com aquela calma cínica de quem sabe que vai estragar o dia de alguém em rede nacional.

No fim, o resultado oficial continua sendo o único que importa, mas até ele chegar o Brasil vai seguir fazendo o que faz melhor, especular, recalcular, militar em grupo e jurar que percebeu uma virada no vento. Juliano parece mais ameaçado, Jonas ainda respira no cangote da rejeição, e o paredão ganhou cara de capítulo final de novela ruim com audiência ótima. Eu, sinceramente, respeito. Porque no BBB, certeza absoluta costuma ser só um jeito educado de passar vergonha antes do intervalo.

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