Estava tomando café aqui num café à beira do Canal Grande em Veneza, com o celular apoiado no parapeito, quando o feed me entregou Juliano Floss em modo de desabafo total dentro do quarto Eternidade. Larga o croissant, Kátia, porque esse aqui tem camadas.
O gatilho foi o sorteio do Ganha Ganha, que colocou Juliano, Samira e Ana Paula juntos numa dinâmica, reacendendo a treta entre os dois. Juliano foi direto a Milena e Ana Paula para se defender: disse que não foi machista com Samira em nenhum momento, que não falou da conquista dela, que não tirou a dignidade dela. Depois ampliou o argumento: acusou a sister de usar a expressão “um homem falou isso pra mim” para construir uma narrativa contra ele, disse que ela está tentando queimá-lo da mesma forma que outros participantes tentaram queimar Ana Paula, e avisou que se for líder vai indicá-la ao Paredão. Milena concordou, Ana Paula ouviu, e o quarto Eternidade virou tribunal de boteco às onze da noite.
O digital reagiu com a velocidade habitual: a torcida de Samira foi buscar prints de todas as falas de Juliano, a torcida dele respondeu com a defesa, e o assunto entrou nos trending topics antes que a dinâmica do Ganha Ganha terminasse. O Queridômetro, que Juliano mencionou explicitamente como prova de que Samira está jogando contra ele, virou objeto de análise em pelo menos cinquenta threads simultâneas.
O que me chama atenção na fala de Juliano é a estratégia de se associar à trajetória de Ana Paula como vítima de queima coletiva. É um movimento inteligente de posicionamento dentro do jogo: ao comparar a própria situação à da participante mais popular da casa, ele tenta transferir parte da simpatia do público para si. Pode funcionar, pode sair pela culatra, mas não foi por acidente.
Samira ainda não respondeu publicamente à acusação de estar construindo narrativa, e esse vácuo está sendo preenchido com muita teoria nos comentários. Veneza tem pontes por toda parte, mas a mais movimentada desta manhã fica no BBB 26.