Com o retorno aguardado aos ensaios e à avenida como rainha de bateria da Unidos da Viradouro, Juliana Paes, 46 anos, voltou a chamar atenção pela definição muscular e pela performance física. E ela já corta a fantasia do exagero logo de cara. Apesar da intensidade do Carnaval, sua preparação não passa por protocolos drásticos, mas por acompanhamento especializado e rotina constante ao longo do ano.
Com treinos regulares, estratégia nutricional contínua e suporte técnico baseado em preservação de massa magra e escolhas alinhadas ao estilo de vida da artista, a rotina foi desenhada para Juliana chegar mais preparada para a maratona do Carnaval. E a própria atriz deixa o recado, com aquela calma de quem sabe o que está fazendo: “Me sinto com mais energia, mais firmeza e mais consciência do meu corpo. Não é sobre pesar menos, é sobre definição, saúde e performance. A balança engana muito, eu confio no que vejo no espelho”.

Com bom humor, ela admite que a genética ajuda no famoso bumbum de rainha, mas não deixa ninguém romantizar. Técnica e alimentação entram como determinantes. “Genética ajuda, claro. Mas o segredo é alimentação”. E para o bumbum, ela crava uma palavra só, sem poesia. “Agachamento”, brinca. Depois, volta para o ponto sério, que é onde mora o ouro dessa história. “Hoje meu foco está na saúde e no bem-estar. Preservar o músculo é essencial, para ficar linda e sarada, mas principalmente para manter o corpo funcionando bem”.
E aí entra o depoimento técnico que amarra o raciocínio. Maryane Malta, diretora técnica de nutrição da Clínica Seven, que acompanha Juliana, explica que o plano foi construído com base no histórico da atriz, nos objetivos e nos resultados de um teste genético realizado recentemente. “O foco com a Juliana nunca foi emagrecimento rápido, e sim otimizar o metabolismo, preservar massa magra e garantir energia para treinos e rotina. Trabalhamos com ajustes nutricionais individualizados, suplementação de aminoácidos e estratégias para modular o comportamento alimentar sem restrições”, afirma a especialista.

Em bom português, sem romantização. Não é sobre passar fome para caber numa fantasia. É sobre ter combustível para aguentar ensaio, calor, horas de avenida e ainda acordar no dia seguinte com cara de quem venceu. Porque Carnaval não perdoa corpo fraco. E Juliana, pelo visto, não está para passar recibo.