Eu estava aqui na Lagoa Rodrigo de Freitas, toda trabalhada na lycra cara, fingindo que sou fitness enquanto penso em pão de queijo, quando me chega esse depoimento da Ju Massaoka. Parei no meio da caminhada, botei a mão no peito e falei: meu Deus, isso aqui não é só babado, é caso de susto com prontuário, bisturi e indignação. Até o Cristo, lá de cima, deve ter franzido a testa.
Ju contou no Mais Você que foi fazer uma cirurgia para resolver questões respiratórias, incluindo desvio de septo e rinite alérgica, mas acabou descobrindo algo muito mais grave. Durante o procedimento, feito em 3 de abril, o médico encontrou PMMA, substância usada em preenchimentos estéticos, dentro do nariz dela. Segundo a jornalista, esse material teria sido colocado em uma rinoplastia antiga sem autorização.

A frase que arrepia até minha dermatologista do Leblon foi direta: “Me senti violada”. E não é drama de sofá, minha gente, porque Ju relatou que o material estava inflamando a região, grudado nos tecidos, dificultando a retirada e colocando em risco a própria estrutura do nariz. Ela disse que poderia ter ficado sem parte do nariz, com risco de necrose alto.
O negócio foi tão sério que o médico precisou reconstruir a área, tirando costela e músculo para refazer o nariz. No pós-operatório, Ju ainda enfrentou dor intensa, nariz latejando, noite extra no hospital e tratamento para evitar necrose. Eu já vi muito famoso reclamar de harmonização malfeita, mas isso aqui atravessa a fronteira da vaidade e entra no departamento do pesadelo com recibo.
Nas redes, esse tipo de relato costuma explodir porque junta saúde, estética, confiança médica e aquele medo coletivo de descobrir que mexeram no seu corpo sem você saber. Ju ainda contou que precisou procurar documentos antigos na casa da mãe, em Curitiba, para tentar entender quando tudo aconteceu. É o tipo de detalhe que transforma a notícia em filme de terror burocrático, daqueles em que o vilão usa jaleco e some da ficha técnica.
Meu veredito de fofoqueira caminhante, rica e ofegante na Lagoa: Ju Massaoka não fez só um desabafo, ela acendeu um holofote em cima de uma indústria que vende beleza com filtro e, às vezes, entrega trauma com anestesia. E se tem uma coisa que esta coluna aprendeu entre um café no Cosme Velho e uma fofoca no WhatsApp, é que nariz se refaz, confiança traída não sai nem com drenagem linfática.