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Kátia Flávia
Kátia Flávia

Jornalista transforma 20 anos de jornalismo em novo projeto de conteúdo

Sal, jornalista à frente do Pitadas do Sal, que já recebeu nomes como Frejat e Alceu Valença, aposta na experiência com entrevistas para trabalhar com empresários e especialistas

Kátia Flávia

31/08/2026 13h45

Depois de quase 20 anos de jornalismo, Ariston Sal Junior, o Sal, transforma a experiência com entrevistas e produção de conteúdo em uma nova frente profissional voltada a empresários e especialistas.

Depois de quase 20 anos de jornalismo, Ariston Sal Junior, o Sal, transforma a experiência com entrevistas e produção de conteúdo em uma nova frente profissional voltada a empresários e especialistas.

Depois de quase duas décadas fazendo perguntas, entrevistando personagens e transformando histórias em conteúdo, Ariston Sal Junior, conhecido como Sal, decidiu levar a experiência acumulada no jornalismo para uma nova frente profissional.

À frente do Pitadas do Sal há seis anos, projeto pelo qual já passaram nomes como Frejat, Evandro Mesquita, Leoni, Alceu Valença, Joyce Moreno, Hyldon, Biafra e Bruno Gouveia, o jornalista agora aposta na produção editorial para empresários e especialistas que têm conhecimento em suas áreas, mas nem sempre conseguem transformá-lo em conteúdo.

A nova frente recebeu o nome de Pacote de Autoridade e nasceu de algo bastante familiar à profissão de Sal: sentar diante de alguém, ouvir, fazer as perguntas certas e descobrir quais histórias existem por trás daquela trajetória.

“Muitas vezes, o conhecimento já está ali. A pessoa sabe o que faz, conhece o mercado e tem experiências importantes para compartilhar. O problema é que nem sempre ela tem tempo ou facilidade para organizar tudo isso e transformar em conteúdo. É nesse ponto que entra o meu trabalho”, afirma Sal.

Das entrevistas com artistas aos bastidores de especialistas

Formado em Jornalismo pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Sal trabalha na área desde 2006 e passou por diferentes frentes da comunicação ao longo da carreira.

Cultura, comportamento e política estiveram entre as editorias de sua trajetória, que também inclui experiências com assessoria de imprensa, comunicação institucional, roteiros, entrevistas e projetos editoriais.

Foi, porém, nos últimos seis anos que uma nova rotina de produção ganhou espaço em sua carreira.

Criado e apresentado pelo jornalista, o Pitadas do Sal nasceu como um projeto independente dedicado principalmente à cultura pop e à música. Atualmente, reúne cerca de 24 mil inscritos no YouTube e um acervo com mais de mil vídeos e transmissões.

A lista de entrevistados ajuda a dimensionar o repertório construído nesse período. Além de Frejat e Alceu Valença, já participaram do projeto Evandro Mesquita, Leoni, Joyce Moreno, Nelson Angelo, Antonio Adolfo, Hyldon, Biafra, Pedro Luis, Guilherme Isnard, Bruno Gouveia e Carlos Coelho, do Biquini Cavadão, entre outros.

“O Pitadas do Sal é uma parte muito importante da minha experiência. São seis anos produzindo conteúdo de maneira constante, pesquisando, preparando entrevistas, escrevendo roteiros e conversando com pessoas de diferentes gerações e trajetórias”, afirma.

Para Sal, o exercício constante de entrevistar também mudou sua maneira de enxergar a própria profissão.

“O canal me colocou diante de um exercício permanente de comunicação. Cada entrevista exige preparação. Cada live exige pesquisa. Cada tema precisa ser compreendido antes de ser discutido. Essa prática constante ampliou muito a minha experiência como jornalista e produtor de conteúdo”, diz.

O que uma boa entrevista consegue revelar

É justamente essa experiência que Sal pretende transportar para a nova fase profissional.

Em vez de esperar que empresários e especialistas se transformem em redatores ou produtores de conteúdo, o jornalista aposta na entrevista como ponto de partida para identificar assuntos, histórias e conhecimentos que podem ser levados ao público.

“O jornalista aprende a fazer perguntas, ouvir com atenção, pesquisar e identificar aquilo que realmente interessa em uma história. Muitas vezes, uma boa entrevista consegue revelar conteúdos que a própria pessoa ainda não percebeu que tinha para compartilhar”, explica.

A lógica é semelhante à utilizada em uma entrevista jornalística. A diferença está no destino daquele material.

“Nem todo empresário precisa sentar diante do computador e aprender a escrever um artigo. Ele pode conversar sobre aquilo que conhece. A partir daí, existe um trabalho de organização, pesquisa e produção editorial para transformar aquele conhecimento em uma comunicação clara e interessante”, afirma.

Uma única conversa pode, por exemplo, fornecer material para artigos, vídeos e conteúdos destinados às redes sociais.

“A ideia é aproveitar melhor o conhecimento do cliente. Uma boa conversa pode render diferentes conteúdos. Em vez de pensar separadamente em cada postagem, cada artigo ou cada vídeo, nós criamos uma lógica editorial para que os conteúdos conversem entre si”, explica.

Autoridade não se inventa, diz jornalista

Em um momento em que profissionais de diferentes setores passaram a produzir conteúdo para construir presença nas redes sociais, Sal também faz uma ressalva sobre a ideia de se tornar “autoridade” na internet.

Para ele, comunicação pode tornar uma trajetória mais conhecida, mas não é capaz de substituir conhecimento ou experiência.

“Autoridade não se inventa. Uma comunicação bem feita pode ajudar uma pessoa a tornar mais visível o conhecimento que ela já possui, mas não substitui experiência e competência”, afirma.

É a partir dessa premissa que o Pacote de Autoridade foi estruturado. O trabalho envolve entrevista, pesquisa, apuração, redação, roteiro e planejamento editorial, ferramentas que já faziam parte da rotina profissional de Sal antes da criação do serviço.

O jornalista também estabeleceu uma dinâmica de entregas previamente definidas, evitando transformar o trabalho em uma disponibilidade permanente para o cliente.

“Eu não estou vendendo a minha disponibilidade ilimitada. Estou oferecendo uma entrega editorial. O cliente sabe o que vai receber e existe um planejamento para que o trabalho aconteça com organização”, afirma.

Como todo o processo pode ser realizado remotamente, a proposta também permite trabalhar com profissionais de diferentes regiões do país.

“Hoje, uma entrevista pode ser feita por videoconferência, o planejamento pode acontecer à distância e todo o processo editorial pode ser desenvolvido remotamente. Isso permite atender clientes de qualquer região sem perder a proximidade necessária para o trabalho”, explica.

Quase 20 anos depois, a essência continua a mesma

Embora o formato represente uma nova frente profissional, Sal enxerga mais continuidade do que ruptura em relação ao trabalho que começou a desenvolver ainda em 2006.

O que antes podia terminar em uma reportagem ou entrevista agora também pode se transformar em artigo, roteiro ou conteúdo para uma plataforma digital.

“Durante toda a minha carreira, fiz basicamente isso: ouvi pessoas, pesquisei, fiz perguntas, organizei informações e transformei tudo em conteúdo. O formato muda. Pode ser uma reportagem, uma entrevista, um roteiro ou um artigo. Mas a essência continua sendo a comunicação”, resume.

Depois de quase 20 anos de jornalismo e seis à frente de um projeto independente que já colocou diante de suas câmeras diferentes gerações da música brasileira, Sal agora transforma aquilo que fez durante boa parte da carreira em uma nova atividade: ajudar outras pessoas a encontrar, organizar e comunicar as próprias histórias.

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