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Kátia Flávia
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JHSF leva Fasano a Milão e entra no jogo do luxo europeu

A família do lifestyle resolveu atravessar o Atlântico com endereço nobre, fundo exclusivo e ambição em euro. Milão vira palco do novo capítulo do império Fasano

Kátia Flávia

18/02/2026 12h00

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Fasano terá um novo hotel em palácio histórico de Milão. Foto: reprodução/Google Maps

Amores do capital internacional, eu acabei de ficar sabendo da JHSF e senti cheiro de couro italiano, contrato bem costurado e champagne servido na temperatura certa. A JHSF confirmou que vai abrir um Fasano Milano, e não é qualquer Milão, é Milão versão Quadrilátero da Moda, aquela área onde até o silêncio tem etiqueta.

A operação passa por um fundo chamado JHSF Capital Fasano Italy LP, aquele tipo de nome que já avisa que o ingresso não é popular. O alvo é o histórico Palazzo Taverna Medici del Vascello, na Via Bigli, endereço onde moda, dinheiro antigo e ambição moderna andam de mãos dadas. Eu traduzo assim. A JHSF não quer só hotel, quer posição estratégica no tabuleiro europeu do luxo.

O Fasano Milano nasce com cerca de 40 suítes, gastronomia afiada e um Private Members Club exclusivo, porque luxo hoje não é só serviço, é pertencimento. A gestão em contrato de longo prazo deixa claro que a empresa está jogando o jogo da renda recorrente, aquele romance estável que todo grupo ama depois de flertar com projetos pontuais.

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O Fasano Milano ficará em um ativo histórico no coração de Milão. Foto: reprodução/Google Earth

Milão vira a segunda parada italiana da marca, depois da Sardenha, e consolida a presença do grupo em destinos que funcionam como sobrenomes respeitados. Nova York, Londres, Miami, São Paulo, Rio, Punta del Este e agora Milão. Isso não é lista de viagem, é estratégia de poder com carimbo internacional.

A JHSF reforça o discurso de líder em lifestyle de alta renda na América Latina, com ativos bilionários, atuação em hospitalidade, gastronomia, shopping, aeroportos executivos e clubes exclusivos. Eu observo e anoto, porque quando um grupo brasileiro decide disputar atenção no berço do luxo europeu, não é vaidade, é cálculo.

Minha leitura de colunista que adora uma expansão bem feita. A JHSF está dizendo para o mercado que não quer só brincar no quintal de casa. Quer sentar à mesa grande, falar baixo, gastar em euro e ser levada a sério. Milão não é vitrine fácil. Quem entra ali, entra para ficar.

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