O telefone tocou aqui em casa no meio do cafezinho e eu quase derrubei a xícara. Era gente de dentro me contando a bomba da reta final. Arrepio na nuca, gente, do tipo que sobe até a raiz do cabelo.
Janete descobriu que Jean Carlos está vivo. Não deu tempo nem de digerir: o homem fez ela e Zilá de reféns na mesma noite e ainda ameaçou sumir do mapa levando Janete junto. Zilá teve sangue frio e compartilhou a localização das duas com Alaorzinho e Ronei.
As irmãs se salvaram. E aí veio a parte que eu esperava desde sempre, Zilá foi obrigada a contar tudo na polícia, do começo ao fim, sem escapatória. Bati palma sozinha na sala.

Mas a mentira ainda cobra a conta. No capítulo seguinte, Zilá invadiu a casa de Nora e foi tirar satisfação com Cinara, que devolveu o único conselho decente da semana: contar a verdade sobre Jean Carlos para Janete. Quando a vilã da história é quem fala o óbvio, é porque a bomba está prestes a estourar.
No meio dessa loucura toda ainda coube amor. Eduarda pediu Leandro em casamento, e eu me derreti. Naiane e Gael sentiram falta um do outro, cada um no seu canto, morrendo de saudade e sem coragem. Alaor finalmente acertou as contas do passado com Leandro, João Raul ligou para o pai com notícias e Agrado brincou com as crianças ao lado de Eduarda.

Quem brilhou foi Zilá, que agiu rápido no cativeiro e salvou as duas peles. Quem passou vergonha foi Jean Carlos, que voltou dos mortos só para virar caso de polícia e sair de cena como o pior tipo de homem, aquele que sequestra e chama isso de amor. Janete merecia respirar em paz, e vai respirar.
Meu veredito, agora que é a última semana: essa novela demorou a engrenar, ninguém pode negar, mas terminou gostosa de assistir, com barraco na medida e gente pela qual dá vontade de torcer. Eu quero Jean Carlos preso, quero Eduarda e Leandro no altar, e quero Naiane e Gael parando de se enrolar antes do último capítulo. Se o autor me ouvir, e ele me ouve, vai ser um final de chorar no sofá.