Meus amados, minhas amadas, segurem minhas lantejoulas porque o Carnaval de Salvador ganhou um capítulo que já entrou direto para a mitologia popular. Ivete Sangalo, também conhecida como Veveta, mainha suprema, rainha sem coroa e com microfone, resolveu fazer o que pouca gente tem coragem. Olhou para a cena, sentiu o clima e disse chega, vou do meu jeito.
O vídeo que rodou as redes mostra Ivete sendo escoltada por policiais militares em meio à multidão, a caminho de um camarote, até perceber empurrões nos foliões para abrir passagem. A expressão dela muda, o corpo trava, o carão aparece e o incômodo fica explícito. Tentou conversar, pediu calma, não se sentiu atendida e tomou a decisão que virou manchete. Dispensa a escolta e segue apenas com a própria equipe, misturada ao povo, como quem diz aqui é Carnaval, não corredor VIP.
A internet, claro, entrou em modo combustão instantânea. Teve gente aplaudindo a atitude, chamando Ivete de símbolo máximo da Bahia, teve quem discutisse segurança, organização, protocolo e responsabilidade. No meio disso tudo, o vídeo virou documento histórico do Carnaval 2026, desses que serão reprisados todo fevereiro junto com axé antigo e meme reciclado.
O que ninguém conseguiu ignorar foi a força simbólica do gesto. Ivete não fez discurso, não subiu em trio para lacrar, não escreveu textão. Apenas agiu, ali, no calor da rua, com a espontaneidade de quem sabe exatamente o tamanho que tem e o peso que carrega quando pisa no asfalto.