Eu confesso que meu coração de brasileira bateu fora do ritmo quando apareceu a palavra hospital colada ao nome de Ivete Sangalo. Porque Ivete não combina com maca, soro e supercílio machucado. Ivete combina com palco, vento no cabelo e aquela gargalhada que resolve o humor do país. Só que a vida real resolveu dar um susto digno de roteiro ruim.
A própria Ivete entrou em cena para contar o que aconteceu, e foi ali que a história ganhou outra camada. Nada de mistério mirabolante ou drama fabricado. A cantora explicou que enfrentou uma infecção intestinal pesada, dessas que derrubam qualquer mortal. De madrugada, sozinha em casa, veio a diarreia intensa, a desidratação rápida, a pressão despencando e o apagão. Desmaiou. Caiu. Nem viu como foi. Acordou com um corte no supercílio e outro no rosto, além do susto que ninguém pede.
Ela mesma descreveu como um negócio abrupto, seco, daqueles que não dão aviso. Acordou já no hospital, bem assistida, hidratada, consciente e com aquele jeito Ivete de falar sério sem perder a doçura. Fez questão de repetir várias vezes que estava bem, que já tinha bebido soro, que estava sendo cuidada e que o maior impacto foi o susto. Principalmente por ter desmaiado sozinha.
E é aí que a pauta cresce. Porque quando Ivete cai, o Brasil inteiro segura a respiração. A mulher que carrega multidões no Carnaval, que canta com febre, que dança grávida, que vira trilha sonora de alegria coletiva, de repente vira alguém frágil, humana, vulnerável como qualquer um de nós às três da manhã, numa virose malcriada.
Saiu o pânico, entrou o alívio. Ivete agradeceu as orações, o carinho, a preocupação e ainda soltou aquele aviso meio mãe meio amiga. Cuidem da saúde, não subestimem virose, desidratação derruba mesmo.