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Kátia Flávia
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Instituto Conhecer Brasil e Ricardo Nunes ampliam Wi-Fi gratuito em São Paulo e levam internet a mais de 3,2 mil comunidades

Programa executado em parceria com a Prefeitura de São Paulo já registra 1,2 milhão de conexões diárias e projeta alcançar 5 mil pontos de conectividade. Iniciativa mira inclusão digital em territórios vulneráveis e reforça a internet como ferramenta de cidadania

Kátia Flávia

14/04/2026 15h00

Instituto Conhecer Brasil e Ricardo Nunes ampliam Wi-Fi gratuito em São Paulo e levam internet a mais de 3,2 mil comunidades | Créditos: Folha/UOL e Prefeitura de SP

Instituto Conhecer Brasil e Ricardo Nunes ampliam Wi-Fi gratuito em São Paulo e levam internet a mais de 3,2 mil comunidades | Créditos: Folha/UOL e Prefeitura de SP

Em uma cidade marcada por desigualdades profundas no acesso a serviços básicos, a conectividade passou a ocupar um lugar central no debate sobre inclusão social. Em São Paulo, o Programa WiFi Livre SP Comunidades, executado pelo Instituto Conhecer Brasil em parceria com a gestão do prefeito Ricardo Nunes, já garantiu internet gratuita para mais de 3,2 mil comunidades e projeta chegar a 5 mil pontos de acesso até o fim do atual ciclo de implementação.

Os números dão a dimensão da iniciativa. Segundo os dados do programa, são cerca de 1,2 milhão de conexões diárias e aproximadamente 40 milhões de acessos mensais, volume que coloca o projeto entre os maiores da América Latina no campo da conectividade social e comunitária. A operação também contempla cerca de 1.800 pontos nas zonas sul e oeste da capital, sobretudo em áreas de maior vulnerabilidade, onde o acesso à rede ainda representa uma barreira concreta ao exercício pleno da cidadania.

A proposta vai além da oferta de sinal de internet em comunidades, praças e áreas esportivas. Ao coordenar a implantação da infraestrutura, a operação técnica e a gestão da rede, o Instituto Conhecer Brasil passou a atuar em uma frente que combina tecnologia, política pública e presença territorial. A lógica é simples, mas decisiva. Em regiões onde o Estado muitas vezes chega de forma precária, a conectividade pode funcionar como porta de entrada para educação, acesso a serviços de saúde, capacitação profissional e geração de renda.

O impacto também se estende à economia local. A instalação dos equipamentos conta com apoio de empresas e profissionais das próprias regiões atendidas, previamente capacitados, o que ajuda a movimentar a renda nos territórios e cria uma cadeia de qualificação técnica. Para trabalhadores autônomos, pequenos comerciantes e prestadores de serviço, a internet gratuita amplia a possibilidade de divulgar produtos, vender online e operar meios de pagamento digitais, como o Pix, num cenário em que inclusão digital e sobrevivência econômica caminham juntas.

Há, naturalmente, desafios estruturais. A implementação dos pontos de Wi-Fi depende de planejamento técnico, mapeamento de radiofrequência e adaptação à geografia das comunidades, além de articulação com moradores para definir locais estratégicos de instalação. Ainda assim, a expansão do programa revela um dado político relevante. Em um país onde o acesso à internet já deixou de ser luxo para se tornar requisito básico de participação social, iniciativas dessa escala ajudam a consolidar a conectividade como política pública essencial, e não como benefício periférico.

Na etapa seguinte, o Instituto Conhecer Brasil pretende aprofundar a análise dos dados gerados pela própria rede, com o objetivo de medir o impacto da conectividade gratuita e orientar decisões futuras com base em evidências. Em tese, trata-se de um passo importante para qualificar a política pública. Na prática, é também uma forma de transformar acesso em planejamento e planejamento em permanência, algo que costuma faltar quando o assunto é periferia.

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