Eu li esse comunicado do Instituto Brasil Israel e o estômago virou, porque tem coisa que não cabe em Carnaval, camarote ou meme. O texto cita duas ocorrências recentes e cobra reação firme contra agressões, racismo religioso e discurso de ódio.
Eu vou falar como eu falo, com a minha língua solta, mas aqui sem glitter, porque o assunto pede coluna reta e indignação limpa. O Instituto Brasil Israel, o IBI, publicou uma nota repudiando casos recentes de islamofobia no Brasil, com foco em ataques contra mulheres muçulmanas.

O comunicado menciona um episódio no Paraná. Segundo o texto, duas mulheres muçulmanas foram agredidas por um homem de 33 anos dentro de um shopping, com socos, e uma delas teve o hijab arrancado durante a agressão. O agressor teria sido preso em flagrante por lesão corporal e racismo, e as vítimas precisaram de atendimento médico.
A nota também cita um caso em Barueri, na Grande São Paulo, em janeiro. Uma mulher muçulmana que aguardava atendimento em um supermercado teria sido abordada de forma agressiva por outro cliente, com frases hostis e ameaçadoras, do tipo que tenta transformar fé em alvo e o espaço público em território de intimidação.

O IBI enquadra o problema do jeito certo. Violência e ódio religioso atacam a dignidade humana e o Estado Democrático de Direito. O texto defende liberdade religiosa, respeito à diversidade e igualdade de direitos, e afirma solidariedade às vítimas, além de pedir que a sociedade denuncie casos de discriminação por religião, raça, origem e gênero.

Agora eu digo o que ninguém gosta de ouvir, mas precisa. Esse tipo de agressão não nasce do nada, ele cresce no clima de permissão, naquela ideia torta de que ofender o outro virou opinião. Não virou. E mulher com véu, com fé, com medo ou com coragem, tem o mesmo direito de andar, comprar, existir e voltar para casa inteira.