Danni Suzuki está de volta à Globo após seis anos para estrelar “Instinto Proibido”, série policial com elementos eróticos produzida pela Mixer. A produção, ambientada no bairro da Liberdade, em São Paulo, estreia em julho de 2027 no Globoplay. Folha
Eu estava com meu livro aberto na varanda quando li o nome da série e precisei admitir: “Instinto Proibido” não é título, é um aviso em letras garrafais. Danni volta para a Globo sem pedir licença e já aterrissa numa trama com crime organizado, tensão e erotismo.

A história acompanha uma jovem que decide se prostituir para conseguir dinheiro e ajudar a avó doente. No caminho, ela descobre uma conexão perigosa com o crime organizado ligada à comunidade oriental no Brasil.
Eu parei a leitura porque essa não é daquelas séries que você assiste enquanto dobra roupa, minhas filhas. É roteiro de baixar a luz, trancar a porta e desconfiar de todo personagem que aparece sorrindo demais.
A produção terá dez episódios de 40 minutos e foi gravada no início deste ano. O lançamento será exclusivo do Globoplay, sem previsão de exibição na TV aberta.
Danni estava longe da Globo desde a primeira temporada de “Arcanjo Renegado”. Nesse período, se dedicou ao teatro e ao streaming, mas agora retorna à emissora onde construiu personagens marcantes em novelas como “Uga Uga”, “Malhação”, “Pé na Jaca” e “Viver a Vida”.
Eu olhei para o verde da varanda e lembrei que a televisão adora uma volta bem calculada. Seis anos fora e ela retorna justamente numa série com nome de perfume caro, clima de perigo e roteiro para deixar o público falando sozinho no sofá.
A atriz também carrega uma ferida antiga com a Globo: ela chegou a ser anunciada como protagonista de “Sol Nascente”, em 2016, mas acabou substituída por Giovanna Antonelli. Danni já declarou que não recebeu bem a decisão e que o episódio ainda mexe com ela.

Agora, com “Instinto Proibido”, a volta ganha outro peso. Eu fechei o livro e dei meu veredito: Danni Suzuki não está apenas retornando à Globo. Ela está chegando com uma trama que promete crime, desejo e aquele perigo que a gente jura que não quer ver, mas aperta o play mesmo assim.