A influenciadora Harley Eduarda usou as redes sociais para responder às críticas direcionadas a influenciadores que divulgam ações solidárias no fim do ano. Ao comentar o tema, ela defendeu o uso da visibilidade digital como ferramenta de mobilização, mas fez questão de diferenciar solidariedade de exibicionismo, especialmente quando envolve pessoas em situação de extrema vulnerabilidade.
Segundo Harley, o fato de mostrar uma ação social não invalida o gesto. “A internet é feita para compartilhar. Quando a gente mostra uma iniciativa, não é para se promover, é para mobilizar”, afirmou. Para ela, a exposição pode funcionar como estímulo para que mais pessoas se envolvam. “Muitas vezes, alguém só ajuda porque viu outra pessoa ajudando”, completou.

A influenciadora, no entanto, foi enfática ao criticar o que considera excessos. “Existe um limite muito claro entre mostrar uma ação e expor a dor do outro”, disse. De acordo com ela, não é necessário mostrar rostos, lágrimas ou situações degradantes para comprovar que a ajuda aconteceu. “Solidariedade não precisa de humilhação pública para ser real”, declarou.
Harley também destacou que pessoas em extrema vulnerabilidade não devem ser tratadas como conteúdo. “Quando alguém está em uma situação frágil, ela não vira cenário, nem personagem. Ela continua sendo um ser humano”, afirmou. Para a influenciadora, transformar esses momentos em espetáculo pode reforçar estigmas e desrespeitar a dignidade de quem recebe a ajuda.

Ao falar sobre a cobrança nas redes, Harley ressaltou que o foco do debate costuma se desviar do essencial. “Em vez de discutir se a ação ajudou alguém de verdade, as pessoas se preocupam mais com o enquadramento do vídeo ou com a legenda”, criticou. Para ela, o impacto social deve sempre vir antes da estética ou do engajamento.
Por fim, a influenciadora afirmou que seguirá apoiando e divulgando iniciativas solidárias, mas com responsabilidade. “Eu vou continuar ajudando e mostrando, mas sem ultrapassar limites. A ajuda precisa transformar a vida de quem recebe, não virar exposição para quem assiste”, concluiu.