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Kátia Flávia
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Influenciadora autista denuncia constrangimento no Beto Carrero e expõe barraco com cão de assistência

Leticia Alves diz que foi barrada, ironizada e obrigada a esperar mais de uma hora para entrar com o cão de assistência no parque, na frente dos filhos.

Kátia Flávia

20/01/2026 17h45

Leticia Alves diz que foi barrada, ironizada e obrigada a esperar mais de uma hora para entrar com o cão de assistência no parque, na frente dos filhos.

Segura esse roteiro porque ele tem criança, parque temático, funcionário despreparado e revolta legítima. A médica veterinária e influenciadora Leticia Alves usou as redes para relatar um episódio que virou pesadelo no Beto Carrero World. Ela chegou ao parque para assistir ao show do Hot Wheels com os filhos Theo e Benicio, acompanhada do cão de assistência emocional Jackson, e foi informada de que o animal não poderia entrar no espaço.

Foto: Divulgação

Segundo Leticia, o tom do atendimento foi de deboche. O funcionário teria zombado da situação e sugerido que o cachorro ficasse amarrado do lado de fora enquanto ela entrava com as crianças. Cena pesada, constrangedora e completamente fora da realidade de quem conhece o mínimo sobre inclusão.

Diagnosticada com TEA, TDAH e TEPT, Leticia explicou que carrega documentos, laudos e toda a certificação do cão, que é licenciado e treinado. Mesmo assim, foi obrigada a esperar mais de uma hora até que a entrada fosse liberada. Segurança acionada, clima tenso e aquela sensação amarga de estar implorando por um direito básico.

Nas redes, ela contou que chegou a ligar para a polícia, mas entendeu que a ocorrência não seria tratada como urgente. O detalhe que mais revolta é que, segundo ela, a liberação final veio com cara de favor, como se a lei fosse opcional e a dignidade também.

O acesso ao espaço gastronômico e ao show só aconteceu depois de desgaste emocional, constrangimento público e tempo perdido com as crianças esperando. Leticia deixou claro que esse já é o segundo ano em que enfrenta problemas semelhantes no mesmo local.

Nada do que foi vivido ali se apaga com um pedido de desculpa protocolar. Inclusão não é gentileza, é obrigação. E quando vira espetáculo constrangedor, o parque deixa de ser diversão e passa a ser denúncia.

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