A influenciadora Suellen Carey, de 36 anos, atualmente morando em Londres, aproveitou o mês do orgulho gay para compartilhar um vídeo no Instagram com uma lista de frases que as mulheres trans não aguentam mais ouvir. Suellen, que recentemente se batizou na igreja evangélica, listou algumas das perguntas e comentários mais comuns, porém ‘profundamente ofensivos’, que as mulheres trans frequentemente enfrentam.
“Você já fez a cirurgia?” foi uma das perguntas que a influencer evidenciou no vídeo. “As pessoas acham que têm o direito de saber detalhes íntimos sobre nossos corpos, mas isso é invasivo e desrespeitoso,” disse Suellen. “A transição é um processo pessoal e não deve ser tema de curiosidade alheia, tá? Dica para os curiosos de plantão,” comentou.
No vídeo, Suellen também reproduziu a frase: “Como esconder a ‘neca’ (órgão genital)?”, que foi classificada por ela como “extremamente invasiva e inapropriada”. Suellen ressaltou que “nossos corpos não são de domínio público” e enfatizou a necessidade de respeito à privacidade e à integridade das mulheres trans, reforçando que certas questões pessoais não devem ser tema de curiosidade pública.
A pergunta “Qual é o seu nome verdadeiro?” também foi abordada. De acordo com a influencer, “perguntar pelo nome de nascimento ignora minha identidade atual e causa desconforto. Meu nome verdadeiro é aquele que eu escolhi,” afirmou.
Suellen também comentou sobre outras frases comuns e ofensivas, como “Você parece mulher”, explicando que, embora possa soar como um elogio, carrega a ideia de que as mulheres trans não são mulheres ‘de verdade’. Já sobre a frase “Você é a primeira trans com quem eu fico”, ela destacou que “isso é a mesma coisa de reduzir as mulheres trans a uma curiosidade exótica ou um fetiche”.
Em declarações recentes, Suellen Carey compartilhou a dificuldade que enfrentou durante o período em que se batizou na igreja evangélica, dizendo que foi alvo de negação e julgamento por parte de pessoas que questionavam sua legitimidade para receber o sacramento, além de ter sofrido pressão para reverter a transição.