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Kátia Flávia
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Influencer é escrachada por “sexualizar” camisa da Seleção após customizar peça de R$ 800

Ravena Hanniely diz que comprou a camisa oficial, adaptou a peça ao próprio estilo para torcer pelo Brasil e não esperava virar alvo de críticas por “desrespeitar” o uniforme

Kátia Flávia

09/06/2026 16h16

Ravena Hanniely disse ter sido criticada após customizar camisa oficial da Seleção

Ravena Hanniely disse ter sido criticada após customizar camisa oficial da Seleção

A influenciadora Ravena Hanniely afirmou que foi alvo de críticas após customizar uma camisa oficial da Seleção Brasileira para acompanhar o amistoso entre Brasil e Egito, disputado no último fim de semana, como preparação para a Copa do Mundo. Segundo ela, a peça custou mais de R$ 800 e foi adaptada para um visual inspirado no Mundial.

Quando finalmente cheguei em casa, larguei os sapatos perto da porta com a elegância de quem já tinha negociado demais com o Rio de Janeiro por um dia. Fui direto para o quarto, abri o armário e comecei a procurar uma camiseta confortável antes que qualquer compromisso tentasse me encontrar de novo. Foi nesse intervalo entre cabide e autocontrole que apareceu a influenciadora acusada de sexualizar a camisa da Seleção. Olhei para a minha gaveta de roupa de Copa e pensei: pronto, agora até uniforme virou debate de costumes com costura lateral.

Ravena contou que comprou a camisa original porque gosta de acompanhar os jogos e queria usar algo diferente. “Eu comprei a camisa original porque gosto de acompanhar os jogos e queria usar algo diferente. Paguei pela peça e resolvi adaptá-la ao meu estilo. Em nenhum momento imaginei que isso fosse gerar tanta discussão”, afirmou.

A repercussão começou depois que ela publicou imagens do resultado da customização. Enquanto parte dos seguidores elogiou o figurino, outra parte acusou a influenciadora de desrespeitar o Brasil e de sexualizar a camisa da Seleção Brasileira.

“Eu esperava que algumas pessoas gostassem e outras não, mas fiquei surpresa com a quantidade de comentários dizendo que eu estava desrespeitando o Brasil ou sexualizando a camisa. Para mim, continua sendo a mesma peça que eu comprei na loja. A única diferença é que adaptei ao meu estilo”, explicou.

A influenciadora também disse ter ficado assustada com o volume de críticas. “Fiquei assustada com a quantidade de pessoas me chamando de antipatriótica por causa de uma roupa. As pessoas agem como se eu tivesse destruído a camisa. Eu comprei a peça original, paguei por ela e apenas adaptei ao meu estilo. Continuo torcendo pelo Brasil exatamente da mesma forma. A única coisa que mudou foi o visual da roupa”, declarou.

Nos comentários, a reação foi pesada. Uma pessoa escreveu: “Parece uma rã!”. Outra questionou como uma “mulher feia e totalmente desconhecida” poderia influenciar alguém. Um terceiro resumiu a crítica dizendo: “Conseguiu aparecer. É isso que querem”.

A discussão mostra como a camisa da Seleção Brasileira virou muito mais do que roupa. Em ano de Copa do Mundo, qualquer intervenção no uniforme mexe com uma mistura de patriotismo, estética, moralismo e vontade de fiscalizar o guarda-roupa alheio. Para alguns, customizar é criatividade. Para outros, é quase crime contra o hino.

Ravena, por sua vez, disse respeitar quem pensa diferente, mas reforçou que não imaginava que uma customização pudesse gerar uma discussão tão grande.

Eu puxei uma camiseta velha da gaveta, sem escudo, sem gola, sem chance de virar debate nacional, e fiquei pensando que o Brasil é realmente um país fascinante. A pessoa paga R$ 800 numa camisa, passa a tesoura, torce do mesmo jeito e pronto: nasce uma CPI do look. Minha filha, se o patriotismo dependesse de tecido intacto, metade do país já tinha sido desclassificada na lavanderia.

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