Amadas, em nota enviada à imprensa, os advogados de Hytalo e de Israel Natan Vicente, o Euro, afirmam que a sentença ignorou argumentos apresentados ao longo do processo, desconsiderou provas e depoimentos colhidos em juízo e resultou em uma condenação sem fundamentação adequada.
A defesa também critica a competência da Justiça Estadual para julgar o caso e sustenta que não houve adulteração dos conteúdos analisados, rebatendo a tese de produção e compartilhamento de material com finalidade sexual envolvendo adolescentes.
Outro ponto central do comunicado é a acusação de preconceito. Segundo os advogados, a decisão judicial estaria contaminada por estigmas relacionados à origem nordestina de Hytalo, à sua orientação sexual e ao gênero musical ao qual está associado, o brega funk. Para a defesa, essas referências não teriam qualquer pertinência jurídica com os fatos discutidos no processo.

O texto afirma ainda que a menção a essas características pessoais revela viés no julgamento e compromete a imparcialidade exigida da função jurisdicional.
Além da nota pública, a equipe jurídica informou que um habeas corpus segue em análise e que será solicitada a apuração da conduta do magistrado junto ao Conselho Nacional de Justiça, especialmente no que diz respeito ao uso de expressões consideradas incompatíveis com a sobriedade e neutralidade esperadas de um juiz.
Hytalo Santos e Israel Vicente estão presos preventivamente desde agosto de 2025, quando o caso ganhou repercussão nacional após denúncias públicas envolvendo suposta exploração de menores em conteúdos divulgados nas redes sociais.